Cientistas criam memória flash que combina grafeno e molibdenita
Eles criaram um protótipo de uma memória flash com o óxido de molibdênio.
Cientistas suíços criaram uma memória flash, daquela utilizada em pendrives e cartões de memória, feita de um material chamado molibdenita, e não de silício.
Em 2011, a mesma equipe mostrou que a molibdenita supera não apenas o silício, mas também o grafeno.
Formado por Simone Bertolazzi e seus colegas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, o time criou protótipo de uma memória flash com o óxido de molibdênio, isto é, uma célula que apenas guarda dados e os mantêm intactos na ausência de eletricidade.
Assim como os transistores de molibdenita recém-demonstrados, a memória flash de MoS2 usa grafeno.
Além de serem promissores e estarem atraindo um bocado de interesse, os dois materiais têm outras coisas em comum, e a principal delas é que ambos são folhas bidimensionais. Isso lhes confere enorme potencial para a miniaturização, além de flexibilidade, transparência e baixo consumo de energia.
A molibdenita dá ao grafeno justamente o que lhe falta: o comportamento semicondutor, com uma banda de energia ideal em sua estrutura eletrônica.
A célula de memória flash de grafeno e molibdenita também é um transístor, seguindo a geometria do efeito de campo, e armazena exatamente um bit de memória.
Segundo os pesquisadores, como cada um dos dois materiais é o mais fino possível, eles são mais sensíveis às cargas elétricas, o que aumenta muito sua eficiência e resulta em células de memória e transistores muito menores.
Com informações de Inovação Tecnológica







