Briga pelo Linux esquenta nos EUA
O que até agora era apenas uma troca de
acusações e alfinetadas entre a empresa americana
SCO e a comunidade Linux↳Linux34 conteúdosKali Linux em um Servidor VPS: como, quando e por que usar?DevSecOps · dez 2024Construindo um Windows Service ou Linux Daemon com Worker Service & .NET Core – Parte 2Dev (Back & Front) · jul 2020Criando uma WebApi utilizando .NET, Linux e VSCodeDev (Back & Front) · ago 2019Ver tudo em DevSecOps → ganhou valores bem reais na semana passada.
A SCO, que alega ter parte de seu código proprietário
do Unix incorporado ilegalmente ao Linux, anunciou na terça-feira
a intenção de cobrar US$ 699 (R$ 2.097) por cada
computador com o software. Um dia antes, a Red Hat, maior distribuidora
de Linux, havia entrado com um processo por perdas e danos contra
a SCO.
A briga judicial começou com um processo
movido em março pela SCO contra a IBM, em que alega que
a ‘Big Blue’ colocou linhas de código protegidas por acordos
de confidencialidade dentro do kernel do Linux, o centro do sistema
operacional. O processo contra a IBM continua, mas em maio a SCO
aumentou sua linha de ação, suspendendo a venda
de sua versão de Linux e enviando uma carta para altos
diretores das 1.500 maiores empresas dos Estados Unidos. No texto,
a empresa afirmava que ”o uso do Linux viola os direitos de propriedade
da SCO”. Em julho ela divulgou que cobraria uma licença
das empresas que usam o Linux, sem estabelecer quanto elas custariam.
O pagamento as imunizaria contra eventuais processos.
Na disputa legal iniciada pela Red Hat na última
semana, a empresa afirma que as declarações dos
executivos da SCO, que até agora não tentaram processar
nenhum usuário de Linux, prejudicam seus negócios.
Um dia depois de iniciado o processo a SCO divulgou seu programa
de licenciamento, afirmando que cada usuário Linux deveria
pagar de US$ 699 (R$ 2.100) a US$ 5.999 (R$ 18 mil) por servidor,
dependendo do número de processadores usados, e US$ 199
(R$ 600) por cada desktop. Inicialmente, as licenças seriam
cobradas apenas nos Estados Unidos, mas a SCO parece disposta
a expandí-la a outros países.
Em situação delicada estão
as distribuições Suse, Turbolinux e a brasileira
Conectiva, parceiras da SCO no consórcio United Linux,
que desenvolve uma versão do sistema operacional para grandes
corporações. O consórcio parece moribundo,
pois a Suse aplaudiu o processo da Red Hat e, apesar da Conectiva
não considerar uma ação judicial, não
poupa desaforos contra a SCO.
– Aconselhamos que nossos clientes não paguem
nada à SCO. O que ela está fazendo é ilegal
e configura-se como extorsão. É como a máfia
chinesa, vendendo ‘proteção’ contra ela mesma –
vocifera o diretor de produtos da Conectiva, Rodrigo Stultzer.







