Brasil obtém certificação máxima em software
A TCS – Tata Consultancy Services, empresa de desenvolvimento
e integração de sistemas, acaba de anunciar que
seu centro de desenvolvimento de software obteve a certificação
máxima em padrão de qualidade na área de
software, o CMM – Capability Maturity Model for Software, nível
5. Esta é a primeira certificação CMM 5 obtida
por uma empresa brasileira. Apenas 12 países possuem centros
de desenvolvimento de software nível CMM 5. Dos 26 centro
de desenvolvimento de software da TCS, 18 são certificados.
A certificação CMM é concedida pelo SEI –
Software Engeneering Institute, instituição conceituada
mundialmente na área de tecnologia da informação.
A TCS, que está no país desde março
de 2002, é uma joint-venture com participação
de 51% do grupo indiano Tata, conglomerado com faturamento de
US$ 14 bilhões, com a brasileira TBA, que possui 49% do
capital. Seu braço de tecnologia é a TCS, que hoje
ocupa a décima terceira posição no ranking
das maiores integradoras do mundo, tem como meta estar entre as
dez maiores em 2010.
"Esta certificação é
um marco para a empresa e para o país", destacou o
presidente da TCS do Brasil, Cesar Castelli, em entrevista ao
IT Web, acrescentando que a obsessão pela qualidade é
o grande objetivo da empresa. Ele disse esperar que com isso as
multinacionais passem a enxergar o Brasil como um país
de processo e que aqueles que já possuem operação
local pensem em concentrar as operações de TI no
país. A idéia da empresa é que seu centro
de desenvolvimento local atenda, além da própria
região, outros países, incluindo os Estados Unidos.
Castelli destacou entre os diferenciais da empresa
nos pouco mais de dois anos de atuação no mercado
local seu modelo de receita por produtividade, que prega o não
pagamento se não houver qualidade. Diferente de seus concorrentes,
que utilizam o modelo convencional por hora de desenvolvimento.
"Na área de construção civil você
não paga por hora, então por que em software deve
ser feita este tipo de cobrança", questiona Castelli.
Ousada, a empresa tem como meta para seu ano fiscal, iniciado
em março, triplicar suas vendas. "Trata-se de um difícil
desafio, mas os indianos são loucos por objetivos difíceis",
completou Castelli.
Stela Lachtermacher é
Diretora Editorial de TI e Telecom







