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Brasil inaugura laboratório referência em RFID

Na semana passada, o CPqD inaugurou o Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID – tecnologia de identificação por radiofrequência que vem ganhando espaço em diversos setores, como indústria de manufatura, distribuição e logística, varejo e rastreamento de animais e pessoas.

O novo laboratório é o único no Brasil que possui uma câmara semianecóica com capacidade para fazer avaliações simulando o uso da tecnologia RFID em ambientes de grandes dimensões, como centros de distribuição ou veículos.

De acordo com Hélio Graciosa, presidente do CPqD, “o objetivo é ajudar a indústria e outros setores usuários da tecnologia RFID a definir a melhor solução tecnológica para a sua aplicação”.

A câmara semianecóica possui 7 metros de altura, 19 metros de comprimento e 10 metros de largura. Ela é completamente blindada e revestida internamente por placas absorsoras e simula um ambiente aberto, mas sem interferências eletromagnéticas externas. Isso permite medir sinais de radiofrequência livres de interferências que podem mascará-los ou prejudicar o funcionamento do equipamento em teste. Esse é um requisito importante para o funcionamento adequado da tecnologia RFID.

O Laboratório de Estudos e Aplicações em RFID do CPqD fará três tipos principais de análises: teste e medição de radiofrequência (RF); definição da melhor faixa de frequência a ser usada na aplicação; e verificação das etiquetas e dos leitores RFID – se estão de acordo com os padrões da EPCglobal, entidade responsável pela implementação do Código Eletrônico de Produtos (EPC) adotado pela indústria de bens de consumo e a cadeia logística.

O laboratório de RFID do CPqD também atuará em desenvolvimento, teste e simulação de aplicações baseadas nessa tecnologia, em vários segmentos e cenários, o que envolve a integração da aplicação RFID a outras tecnologias, como redes de sensores, biometria e redes de comunicação sem fio – entre elas, ZigBee e celular, que poderão ser usadas na transmissão das informações armazenadas no chip RFID para um sistema corporativo de gerência, por exemplo.

Inaugurado pelo ministro da Ciência e Tecnologia Aloizio Mercadante, o laboratório começou a ser montado em junho de 2009 e teve o apoio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do MCT, e da Finep – Financiadora de Estudos e Projetos. O valor total do investimento atingiu R$ 8,8 milhões – R$ 8 milhões do FNDCT/Finep e R$ 800 mil do CPqD.

Com informações de Convergência Digital

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