NOTÍCIA

Brasil está entre os 10 países com mais vítimas afetadas por botnets

Trend Micro apresentou análise com as principais tendências deste tipo de ataque.

A Trend Micro, empresa de soluções de segurança, realizou uma imersão nas últimas tendências sobre o uso de botnets por cibercriminosos e apresentou algumas das estatísticas mais recentes reunidas no primeiro semestre deste ano.

Os cibercriminosos estão constantemente evoluindo técnicas e ferramentas para cometer crimes cibernéticos ou ataques direcionados. Atualmente, um dos aspectos mais importantes dessas atividades é a manutenção de acesso persistente aos hospedeiros comprometidos, a fim de manter suas botnets. Isso requer que uma atualização feita regularmente dos hosts com novos códigos maliciosos. Nos primeiros meses de 2014, a Trend Micro identificou uma série de modificações e novas técnicas utilizadas pelos criminosos para manter essa persistência.

O termo campanha é usado para descrever um ataque contra organizações. Assim como uma campanha de marketing realizada por organizações legítimas, os criminosos também executam suas próprias campanhas de ataque em que monitoram todos os aspectos do processo para identificar o que funciona e o que não funciona.

As principais campanhas identificadas foram:

  1. Campanha Siesta – Este ataque foi visto pela primeira vez no início deste ano. Sua principal característica de Comando e Controle (C&C) é que os comandos (ou seja, instruções) são entregues dentro do código HTMLHTML45 conteúdosA importância do HTML e CSS para quem trabalha com UI Design e Design SystemProduto & UX · dez 2024Como hostear seu site HTML gratuitamente com GitHub PagesDev (Back & Front) · jun 2025SQL Server – Como criar um versionamento de código das suas Stored Procedures em HTML e com comentários da alteraçãoData · nov 2020Ver tudo em Dev (Back & Front) de páginas, usando diferentes palavras-chave. Sem uma investigação aprofundada, as páginas HTML podem parecer normais, com exceção de pequenos pedacinhos de dados maliciosos ocultos no código HTML. Os criminosos originalmente instruem o host comprometido a acessar essas páginas HTML, o que irá, em seguida, leva-lo a realizar uma nova atividade, um DDOS ou ciclo de spam.
  2. Campanha Antifulai – Este ataque contra organizações ocorre no Japão. Os criminosos utilizam informações sobre as organizações atacadas para ajudá-los a identificar se tinham violado com sucesso seus alvos. Os criminosos configuram a comunicação entre o host comprometido e seu servidor de C&C usando HTTP. Dentro da cadeia de HTTP, eles adicionam um acrônimo da empresa alvo e, se o host acessar sua página, é possível constatar que o ataque foi bem sucedido.
  3. Aplicativos em nuvem para C&C – Foram identificados vários casos em que a botnet orientadora usa aplicativos legítimos na nuvem – como o Evernote e o Dropbox – para se comunicar com os hosts comprometidos. No primeiro exemplo, os criminosos se comunicam por meio de uma conta Evernote com as notas guardadas na conta. O segundo exemplo só foi encontrado recentemente. Os hackers usam o Dropbox para atualizar o arquivo de configuração, que instrui o host sobre que atividades realizar. O uso desses aplicativos em nuvem tem a função de esconder suas comunicações dentro do tráfego legítimo e normal da maioria das organizações ou sistemas para consumidores.

De acordo com análises da equipe de ameaças da Trend Micro, que monitora os dados de botnets, entre os meses de janeiro e junho deste ano:

  • O número total de servidores únicos de C&C identificados foi de 37.054, com uma média de 3 mil novos servidores únicos de C&C adicionados semanalmente.
  • O número total de vítimas se comunicando com servidores de C&C durante esse período foi de 1.671.352, com uma média de 400 vítimas por servidor.
  • As principais vítimas estavam localizadas nos Estados Unidos, no Japão e em Taiwan.
  • Neste ano, o Brasil entrou para a lista dos 10 países com mais vítimas, ocupando o último lugar.

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