Brasil deve ter 1,5 mil hotspots em 2004
O Brasil deve fechar 2003 com 500 hotspots e totalizar
1,5 mil pontos de acesso até o final do próximo
ano, de acordo com o diretor de programas internacionais da Intel,
Rob Chapman. "O país tem um grande potencial, pois
houve atraso no desenvolvimento do mercado de telecom, portanto
há um gargalo. Além disso, a infra-estrutura é
moderna e o país tem muito talento na área de software",
aponta Chapman.
Para o executivo, todas essas características
garantem ao Brasil uma posição de destaque. "A
Intel Capital destinará US$ 150 milhões para investir
em companhias que estejam desenvolvendo aplicações
na área wireless e, provavelmente, parte do montante virá
para o mercado brasileiro", afirma o diretor.
Na opinião de Chapman para impulsionar ainda mais as oportunidades
é preciso criar incentivo tributários e reforçar
o desenvolvimento de tecnologias. "Diversas características
fazem do Wi-Fi uma solução atraente. Ele não
é licenciado, apresenta um padrão, permite o acesso
à internet em banda larga, além de custo acessível",
destaca.
O executivo também aposta no sucesso das
tecnologias WiMax (802.16) – a qual atinge um raio de 50 quilômetros
– e Ultra Wideband, cuja principal característica é
oferecer altas taxas de transmissão de dados, com velocidade
que podem chegar a 500 Mbps. "Nos próximos dois anos
devem ocorrer mudanças rápidas e dispositivos com
essas arquiteturas, que complementam o Wi-Fi, serão lançados",
prevê.
Em relação ao celular, Chapman também
acredita que o Wi-Fi é capaz de complementá-lo e
conta que a Intel desenvolveu um equipamento que funciona como
uma espécie de antena e suporta diversas tecnologias.
Roberta Gonçalves é
repórter de TelecomWeb e Telecom Negócios.







