Baterias de íon de lítio do futuro vão avisar quando estiverem perto de explodir
Isso foi feito uma por equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, que construiu um sistema de alarme nas baterias existentes.
Apesar da reconhecida qualidade das baterias de íon de lítio, há o risco – raro, mas existe – de que elas possam dar um curto-circuito e explodir. Para solucionar o problema, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, construiu um sistema de alarme nas baterias existentes.

A primeira bateria de íon de lítio para consumidores foi lançada pela Sony em 1991, embora cientistas estivessem trabalhando nelas há décadas. Dentro de cada bateria existem três partes básicas: um eletrodo positivo de lítio (ou cátodo), um eletrodo negativo de carbono (ou ânodo), e uma coisa separando essas duas partes. Essa separação é o que faz com que os íons passem de um lado para o outro no processo de carga e descarga.
Esse separador é um problema, afinal, se algo der errado e os eletrodos se tocarem, há uma explosão. Não acontece com muita frequência, mas isso não faz com que seja um problema menor. Isso é o que causa muitos recalls de produtos, de laptops da HP a smartphones, por exemplo.
Em um artigo publicado na Nature Communications, quatro pesquisadores de Stanford chamados Hui Wu, Denys Zhuo, Desheng Kong e Yu Cui detalharam como eles inventaram uma solução simples para as baterias que podem explodir. O processo envolve detecção de vazamentos no separador entre os eletrodos. A equipe criou uma camada ultrafina de cobre e inseriu entre o ânodo e o cátodo. Se um vazar para o outro, o cobre vai detectar e a voltagem da bateria vai ser reduzida a zero.
Denys Zhuo disse o seguinte sobre o projeto em um artigo de Stanford:
“Você pode receber uma mensagem no seu smartphone dizendo que a voltagem caiu para zero, então a bateria precisa ser substituída. Isso daria tempo para o usuário. Mas quando você vir uma fumaça ou chama, precisa desligar imediatamente. Talvez não haja tempo para escapar. Você também pode colocar a camada de cobre mais perto do ânodo. Isso faria com que você soubesse ainda mais cedo quando a bateria pode falhar”.
Pode parecer uma mudança pequena, especialmente considerando as pouquíssimas chances do um smartphone explodir no bolso do usuário. Mas saber com antecedência de uma possível explosão dos dispositivos com baterias íon de lítio é algo muito importante. Afinal, se no futuro tudo realmente for conectado, como prevê a Internet das Coisas, ter certeza de que a bateria dentro de todos os dispositivos não vai explodir no nosso rosto é uma inovação bastante significativa.
Com informações de Gizmodo







