Banco joga fora dados de mais de 2 milhões de clientes
A divisão de cartões de crédito do banco americano JP Morgan Chase perdeu dados de 2,6 milhões de seus clientes, guardados em fitas de backup que acidentalmente foram jogadas no lixo.
Segundo o site ComputerWeekly, investigadores contatados pelo banco acreditam que as fitas foram acomodadas em uma caixa trancada, depois compactadas, destruídas e enterradas em um depósito de lixo.
Rich Srednicki, CEO da divisão de cartões de crédito do banco, afirmou que lamenta profundamente o ocorrido, mas tranqüiliza seus clientes dizendo que até o momento nenhum dado parece ter sido recuperado e utilizado indevidamente. “A privacidade dos dados pessoais de nossos clientes é nossa maior prioridade e nós nos responsabilizamos com seriedade pelo resguardo destas informações”, declarou.
Para evitar que fatos como este se repitam, a companhia afirmou ter adotado procedimentos de segurança mais severos e atualmente está revisando completamente todas as informações guardadas e os processos necessários para sua proteção. A empresa já começou a avisar seus milhões de clientes que foram afetados pelo erro, processo que deve levar mais três semanas, e afirmou que continuará monitorando as contas.
Pode parecer um tanto exagerado o preciosismo do JP Morgan Chase em divulgar tal fato, já que a probabilidade de alguém conseguir ler as fitas magnéticas em tais condições é baixíssima. No entanto, a instituição deve ter preferido antecipar-se a um possível vazamento de que tal fato se deu, motivada pela legislação vigente em alguns estados americanos como Califórnia, Nova York, Ohio, Colorado e outros.
Conhecida como security breach notice law (lei de notificação de brecha de segurança), a lei obriga empresas que guardem registros digitais de cidadãos e de outras empresas a divulgarem incidentes em que estas informações possam ter sido roubadas ou indevidamente utilizadas.







