DevSecOpsARTIGO

Sete requisitos mandatórios ao escolher um MSSP

Não
é razoável esperar que todos os problemas sejam resolvidos logo após a
assinatura do contrato de terceirização em segurança da informação.
Alguns riscos devem ser avaliados e gerenciados antes, durante e depois
do processo. Capacidade do provedor para lidar com aspectos específicos
da organização, confiança na capacidade da contratada, manutenção do
sigilo das informações gerenciadas pelo serviço, manutenção das equipes
internas responsáveis pelo contrato e pelo seu resultado, delineamento
de uma estratégia para reverter a dependência do provedor caso ele saia
do mercado ou não performe adequadamente são algumas questões a serem
observadas para reduzir os riscos de fracasso do processo de
terceirização.

A preparação para o processo de terceirização em
segurança da informação é fundamental para reduzir o risco de insucesso.
Para facilitar as coisas, é fundamental que a organização inicie esse
processo com objetivos de segurança bem definidos e com um rigoroso
critério de avaliação das empresas candidatas.

No caso de
contratação de um MSSP – Managed Security Service Provider – alguns
requisitos são mandatórios. Não é razoável avaliar fornecedores que não
tenham, no mínimo, o seguinte:

  1. Infraestrutura de alta
    disponibilidade e tolerante a falhas com, ao menos, dois SOC (Security
    Operation Center) operando 24x7x365. Cada um desses centros de operação
    deve ser capaz de lidar isoladamente com todos os clientes.
  2. Equipes amplamente capacitadas em segurança e com profissionais
    certificados pelos fabricantes dos produtos utilizados para prestar os
    serviços em todos os turnos. Experiência da equipe e baixa rotatividade
    também são igualmente relevantes.
  3. Processos e sistemas de
    gestão que atendam as melhores práticas de gestão de TI em geral e da
    segurança da informação em particular.
  4. Capacidade de entregar relatórios frequentes, consistentes e úteis sobre todos os aspectos dos serviços contratados.
  5. Portal do Cliente para abertura e acompanhamento em tempo real do tratamento de solicitações e incidentes.
  6. Portifólio de soluções capaz de atender a todas as demandas atuais e
    futuras do cliente, evitando assim múltiplos relacionamentos com
    fornecedores do mesmo tipo.
  7. Capacidade financeira para
    acompanhar as demandas da empresa contratante e garantir a continuidade
    dos negócios durante a expectativa de duração dos contratos.

Além
disso, no contrato deve ser possível exprimir os objetivos de segurança
em termos quantitativos, e estes devem ser colocados em acordos de nível
de serviço (Service Level Agreements – SLAs) que impliquem em multas
significativas para o fornecedor quando não atingidos.

De acordo
com esses mesmos objetivos, devem ser estabelecidos critérios claros de
seleção dos fornecedores de modo a não utilizar apenas o preço e
as características técnicas de produtos para escolher a melhor proposta.

Uma
vez escolhido o fornecedor, as atenções devem se concentrar no processo
de implantação de soluções e na transferência de responsabilidades. Exigir e
validar um processo detalhado de transferência pode economizar muito
dinheiro e resguardar as reputações dos patrocinadores dos projetos. Por
último, mas não menos importante: planeje a saída do contrato com
cuidado. Problemas acontecem, e a melhor maneira de minimizá-los é
assumir que eles podem ocorrer e planejar a solução com antecedência.

é vice-presidente da Arcon, empresa de serviços gerenciados de segurança.

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