O sucesso dos projetos de TI, incluindo a implementação de
ferramentas da SAP e da Oracle, entre outras, depende em grande parte do
trabalho analítico iniciado antes mesmo da sua implantação de fato. Muitas
vezes o mercado não vê, mas um trabalho de consultoria envolvendo o
entendimento das necessidades da empresa e a definição do escopo do projeto
estão entre as etapas mais importantes de qualquer implementação tecnológica no
setor corporativo.
Contudo, o valor estratégico da consultoria de TI nem sempre
é reconhecido – seja por uma ênfase excessiva na busca pelo menor preço e
melhor negociação comercial, colocando isso acima da qualidade funcional e
técnica, ou pela falta de maturidade das empresas que, ao contratarem a
implementação de um sistema, não consideram que a nova tecnologia pode exigir
também mudanças em pessoas e em processos.
Companhias de todo o mundo precisam de parceiros que tragam
uma visão renovada sobre o potencial estratégico dos projetos de TI, com o
intuito de apresentar – antes mesmo do fechamento do contrato – uma gama
completa de detalhes e informações que ajudam a aumentar a aderência da solução
ao ambiente de negócios, inclusive justificando a necessidade de mudanças
internas, sempre que necessárias.
É importante que a consultoria responsável pelo projeto, em
primeiro lugar, compreenda o cenário da empresa através de uma análise atenta
considerando a estratégia, os processos e as pessoas da organização. Somente depois
do entendimento do business é que devem começar as discussões acerca da
ferramenta tecnológica a ser adotada, sempre da maneira mais alinhada possível
com as necessidades da empresa no médio e longo prazo. Isso evita problemas de
aderência da solução à gestão dos negócios.
Mas como elevar a discussão a respeito das tecnologias da
informação a um status estratégico, e mostrar ao mercado a importância de um
parceiro com postura consultiva e não apenas comercial? Para tanto, é
fundamental que uma equipe especializada seja designada para pensar, debater e
elaborar o projeto. Assim, no momento em que o plano de trabalho e o escopo
forem apresentados, a organização passará a compreender – e a valorizar – a
importância do trabalho consultivo.
Seguindo essa visão, que vai além de compartilhar um
conhecimento abrangente das soluções de tecnologia, torna-se responsabilidade
da consultoria entender os negócios da organização e fazer parte de sua
evolução, sugerindo adaptações nos processos internos ou promovendo evoluções
na ferramenta sempre que necessário. Dessa forma, é possível otimizar os
investimentos no projeto e identificar o seu melhor rumo, visando a alcançar ou
até mesmo a superar as metas definidas para a TI – e também para os negócios.
Nesse contexto, um trabalho completo de consultoria ajuda a
promover a evolução da organização com base em quatro fatores fundamentais:
estratégia, pessoas, processos e tecnologia. As pessoas devem estar aptas a
executar o trabalho conforme os processos internos estabelecidos – eles ajudam
a detectar o que pode atrapalhar ou auxiliar a estratégia da empresa
– e a tecnologia ajuda a torná-los mais seguros e precisos, gerando
informações que sustentam a estratégia da companhia.
O alinhamento do sistema a ser implementado com os processos
da empresa é o que deve nortear o modo como uma ferramenta SAP, por exemplo,
será adaptada de forma a garantir a alta aderência e impulsionar o crescimento,
em um modelo que foge da comoditização. Em outros casos, porém, é comum que os
processos da companhia sejam adaptados para viabilizar a implementação de uma
plataforma. O desafio da consultoria, nesse caso, é orientar para o potencial
das práticas já contempladas na ferramenta.
Com o acúmulo de experiência dos fabricantes de softwares
corporativos no cenário brasileiro, e com o crescente volume de empresas
nacionais com processos internos bem definidos (como é mais comum nos EUA e na
Europa), vem caindo a necessidade pela customização de uma grande parte dos
recursos das principais plataformas ERP do mercado. Isso torna o trabalho dos
consultores de TI mais estratégico e focado na otimização dos resultados, com
menos tempo dedicado a ajustes técnicos na ferramenta e maior esforço sobre a
compreensão das reais necessidades da empresa – integrando tais necessidades às
tecnologias que podem suportá-las.
Eis o resultado do trabalho consultivo e do amadurecimento
do mercado, ajudando a agilizar os projetos de TI, cada vez mais vistos pelas
empresas como fator de alta competitividade.







