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13 jun, 2012

Mídias sociais e sustentabilidade na Rio+Social

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Junto com a Rio+20 – conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece entre os dias 13 e 22 de junho no Rio de Janeiro – ocorre também o Rio+Social (Rioplussocial).

O evento pretende esquentar as discussões sobre sustentabilidade mundial. Para isso, o tom da conversa global ganhará força no Facebook, no Twitter e no YouTube, bem como no site Rio Mais Social, criado para ser uma verdadeira “estrutura online” de debates.

A ideia é que todos os “cidadãos digitais”, e não somente presidentes, entidades e órgãos públicos, possam discutir, opinar e sugerir soluções.

Para falar sobre a importância do uso das mídias sociais no desenvolvimento de novos projetos, no dia 19 de junho participarão do Rio+Social o editor do site Mashable, Pete Cashmore; o magnata americano dono do canal CNN, Ted Turrner; o apresentador mais queridinho do Brasil, Luciano Huck, entre outras personalidades.

Usar mídias socias para resolver um problema?

Não é de hoje que as mídias sociais servem de “ágora” para discussão de um problema. Entre os exemplos do poder dos relacionamentos virtuais estão a “Primavera Árabe”, protesto no Oriente Médio organizado no Facebook, no Twitter, no YouTube e que derrubou ditaduras de décadas; a “vergonha” no uso de peles de animais para confecção de roupas; as falhas no atendimento por parte de empresas automotivas; o péssimo funcionamento de alguns eletrodomésticos e outros tantos episódios.

E não há nada ilógico nisso, certo? Várias cabeças, vindas de diferentes partes do mundo, podem dar soluções inovadoras não vistas anteriormente. A pesquisadora Jane McGonigal, autora do best seller Reality is broken: why games make us better and how they can change the world, defende a utilização de games sociais – que não deixam de ser redes de relacionamentos virtual – para resolução de problemas.

O game World Without Oil, que em português pode ser chamado de ” O Mudo sem Óleo”, é um dos exemplos. Na plataforma, os jogadores devem sugerir alternativas para viver em um mundo sem petróleo. A iniciativa deu tão certo que muitas soluções fornecidas estão sendo usadas em alguns projetos atualmente.

O próprio desenvolvimento de WordPress, Linux, Wikipédia e outras plataformas abertas são exemplos de como a colaboração virtual pode gerar bons resultados.

Rio+Social e mudanças mais rápidas

Então a ideia do Rio+Social de transformar a Rio+20 em um evento mundial/digital pode ter bons frutos. Desde a Eco 92, o primeiro debate sobre sustentabilidade de grandes proporções, realizado em 1992 no Rio de Janeiro, várias mudanças estipuladas na cartilha aconteceram: mais de 60% da população mundial têm saneamento básico (no Brasil, esse número é de quase 80%); a expectativa de vida passou de 62 anos na década de 90 para 69,6 anos em 2010; as pessoas estão comendo mais e melhor, já que a oferta de alimentos em todo mundo chegou a 272 quilocalorias diárias, bem acima das 184 quilocalorias diárias registradas nos últimos dez anos do século XX.

Como o uso das redes sociais para discussão e disseminação de informações, pode-se alcançar de forma mais rápida os objetivos estipulados.

Sobre a Rio+20

A Rio+20, que terá a presença de mais de 135 chefes de estado, será dividida em dois temas principais: a “economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza” e “a estrutura institucional para o desenvolvimento sustentável“.

Ao todo, serão três etapas: entre 13 e 15 de junho, acontecerá a III Reunião do Comitê Preparatório; entre 16 e 19, irão ocorrer os Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável e, entre 20 e 22 de junho, haverá o Segmento de Alto Nível da Conferência, do qual irão participar os líderes dos países envolvidos. A programação completa da Rio+20 pode ser vista diretamente no site do evento!