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Internet: amiga ou inimiga da educação?

A internet, muitas vezes, é vista como
inimiga da educação. Retratada como um ambiente descontrolado onde sobra
material pornográfico, inutilidades várias e artigos de cultura inútil. Mas
alguns profissionais, atualizados com as evoluções no mundo da comunicação e da
web, enxergam esse mundo possível com outro olhar: nessa terra sem lei, sobram
oportunidades, mesmo que anárquicas, de conhecimento, ferramentas usáveis na
sala de aula e fora dela, úteis na hora de manter o aprendizado dos alunos em
momentos de diversão e descontração.

A Wikipédia é um dos exemplos mais claros
de como o digital pode favorecer o conhecimento e o desenvolvimento
intelectual. Com 7,5 milhões de artigos, o site colaborativo pode ser alterado
por qualquer um e se apresenta como uma poderosa ferramenta educacional. O site
possui vários portais de conteúdo educativo com materiais de Arte, História,
Matemática e Filosofia.

Mas é importante deixar claro que a
internet só é fonte de conhecimento quando o usuário procura por esse
conhecimento. Caso contrário, a criança ou o jovem desviarão de todo e qualquer
conteúdo interessante e atingirão materiais que não agregarão a sua formação.

É nesse momento que o educador entra em
cena. Mostrando caminhos, abrindo trilhas pelas teias de informação e mostrando
o alvo certo ao aluno. A escola deve ultrapassar as cadeiras tradicionais e
invadir o espaço eletrônico, ensinando o aluno a utilizar com consciência o
mundo de possibilidades que é a internet. Não podemos esperar que uma criança
de nove anos prefira o site da TV Escola aos jogos do Cartoon Network, é função
de pais e educadores mostrar que sites educativos podem ser interessantes e
divertidos.

Quanto aos adolescentes, muito do que eles
sabem sobre a internet foi aprendido de forma autodidata, e muito desse
aprendizado não foca na qualidade, mas na facilidade. Um exemplo claro é o
número de trabalhos feitos na base do “copia e cola”. Esse mau
hábito pede por reeducação, conscientização dos jovens, no sentido de que o
aprendizado acontece superficialmente com um método no qual uma pesquisa acontece
apenas com o clique do mouse, e não com o bater do teclado e o giro do
pensamento.

Cabe a pais e educadores, a partir das
informações aqui contidas e em outros inúmeros artigos sobre internet e
aprendizado, decidirem como usar essa poderosa ferramenta, a favor ou contra,
amiga ou inimiga da educação e do desenvolvimento intelectual de seus filhos e
alunos.

é consultor, palestrante e diretor da Sociedade Cre Ser. Autor do livro Viva Como Você quer Viver, da Editora Gente. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br.

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