As desenvolvedoras de softwares tendem a ter uma
postura autossuficiente no desenvolvimento de sistemas. Uma vez definida a
linguagem de programação, as funcionalidades são agregadas através de
desenvolvimento próprio ou através da contratação de uma fábrica de
software, que segue as especificações fornecidas.
Por
outro lado, a concorrência dos grandes fornecedores força as empresas
de TI de menor porte a focarem em mercados que necessitem de
especialização, que pode ser o segmento de mercado, a região de atuação
ou outros fatores. Ao se especializarem, essas empresas desenvolvem uma
vantagem competitiva que as grandes não conseguem bater. Para essas
organizações, a postura autossuficiente consome energia e recursos que
poderiam ser aplicados em seu próprio produto.
No
mercado, há exemplos clássicos de empresas que se especializaram em
fornecer TI para TI, como o mundialmente conhecido InstallShield, que
fornece uma solução completa para automatizar todo o ciclo de
organização, distribuição e instalação de softwares.
É
possível produzir softwares para agregar funcionalidades complexas a um
ERP. Dessa forma, os custos serão diluídos em uma base de usuários
muito maior do que o conjunto de clientes de um único ERP, o produtor de
sistemas de gestão conseguirá manter o foco em sua especialização e,
ainda, evitará desviar energia com necessidades e obrigações que não
fazem parte dos diferenciais competitivos.
Para se tornar um bom fornecedor de TI para TI, é necessário seguir algumas diretrizes:
- Manter o foco nas necessidades do cliente que, nesse caso, são as empresas de TI, e não os clientes finais;
- É importante que o fornecedor não desenvolva produtos concorrentes de seus clientes;
- É conveniente que o fornecedor não tenha contato com o usuário final do cliente, ou seja, com o cliente do cliente;
- A documentação desenvolvida pelo fornecedor deve ser dirigida ao
segundo nível, uma vez que os clientes são consultores ou
desenvolvedores; - É
importante que o fornecedor faça a “parte difícil” do que está sendo
oferecido, pois é essa parte que consome recursos e é dessa tarefa que o
seu cliente quer se livrar; - Lembrar-se de que a solução oferecida certamente será adotada em todos
os clientes da produtora de sistemas de gestão. Portanto, é aconselhável
oferecer a solução mais completa possível, no tocante a abrangência,
flexibilidade, customização, escalabilidade, replicação, distribuição de
atualizações, gerenciamento de versões, contingência, backup e
recuperação. - Ter as
fronteiras da solução muito bem definidas, pois sendo cliente e
fornecedor integrados na solução, se os limites não estiverem claros,
ambos podem vir a assumir responsabilidades não previstas.
Portanto,
ao planejar uma nova funcionalidade para o seu sistema integrado de
gestão, avalie se deve desenvolver com recursos próprios ou adotar um
fornecedor que tem a solução em forma de produto. Os benefícios são
imediatos: menor tempo de entrega, maior velocidade de atualizações,
melhor qualidade do produto final e maior retorno do investimento.







