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Criminosos de dois bytes: os efeitos em cascata das Ameaças Persistentes Avançadas

Infelizmente, o
avanço na sofisticação e na habilidade de hackers e programadores de
malware do mundo todo é uma notícia comum. Hospitais, governos e bancos
sofreram ataques de hackers anônimos que se aproveitam de uma tecnologia
poderosa. Eles roubam qualquer dado ou informação sensível que pode ser
vendida ou usada para extorsão. E com o aprimoramento das ferramentas
disponíveis aos hackers, o mesmo acontece com a ameaça que o malware
representa. Os alvos já não estão direcionados somente a multinacionais e
governos, mas miram também empresários e gerentes.

De acordo com o relatório mais recente sobre ameaças
da Websense, mais da metade dos ataques de roubo de dados acontece por
meio da internet. Muitos profissionais acreditam que já estão tomando as
medidas necessárias a fim de garantir sua proteção, mas a segurança
virtual ainda é a maior preocupação para empresas de qualquer porte.

Hoje,
várias empresas estão relatando perdas significantes por causa desses
ataques, mesmo aquelas de pouca rentabilidade. Isso é motivado, em parte,
pelo aumento de APTs (Ameaças Persistentes Avançadas). As APTs são
apresentadas por grupos criminosos bem focados que aproveitam técnicas
avançadas e uma estrutura financeira sólida. Com o passar do tempo, a
tecnologia envolvida nos incidentes mais comentados é disponibilizada em
diversos kits mais baratos. Esse sempre foi o caso, mas a diferença é
que hoje o ciclo de vida do malware acelerou dramaticamente. Agora, o
período entre o desenvolvimento de um novo malware que custa mais que
£1000k e a disponibilidade de kits de £15 prontos para uso é de
meses, e não anos. Além disso, as empresas ainda sofrem da falta de
atualização de sistemas, criando uma receita fatal.

Isso
significa que qualquer aprendiz de hacker pode causar danos de milhares
de dólares com muito pouco conhecimento técnico ou investimento. Usando
as mesmas táticas avançadas de grandes hackers, os cibercriminosos
menos adeptos se concentram no roubo de dados ou nas informações
particulares. Seus métodos são cada vez mais diversificados e
tecnicamente avançados, e esse é um dos motivos pelos quais eles
conseguem causar tantos danos às empresas pequenas e médias.

Quatro
dias depois do ataque chamado Aurora, que atingiu o Google em janeiro, o
código usado foi divulgado para o mundo todo. Em 18 meses, houve 5.800
ataques usando o mesmo código. Com o passar do tempo, em vez de perder
sua força, mais pessoas ficaram sabendo desse tipo de código. Os riscos
começam a atingir até as empresas que não se veem como um alvo.

Nem
mesmo as maiores empresas da web estão imunes – aquelas que costumam
acreditar que suas defesas atuais bastam. Quantas empresas estão com
todas as suas atualizações em dia? Algumas podem atrasar essas
atualizações ou agrupá-las para instalação conjunta, mas quanto maior o
atraso, mais aumenta o prazo de eficiência do malware e o ciclo de vida
da exploração. É por esse motivo que esses métodos de ataque ainda são
incluídos em kits – mesmo com a disponibilidade de atualizações para
fechar as brechas atacadas, os kits ainda funcionam em um número
suficiente de máquinas que vale a pena.

A
questão é que o malware moderno consegue facilmente evitar muitos dos
sistemas de segurança já em uso. As medidas de segurança baseadas em
assinaturas, como os AV (antivírus) e os firewalls, não são mais
suficientes para enfrentar kits de malware avançados, e não há como
confiar apenas nessas tecnologias ou no gerenciamento de atualizações
para proteger as empresas. E só
porque uma empresa não atua na área governamental ou multinacional, não
significa que ela não possua dados cobiçados pelos cibercriminosos.

Deve-se
avaliar o conteúdo do tráfego de entrada e saída para minimizar o risco
porque, ao combinar uma engenharia social habilidosa com esse tipo de
ataque, as empresas continuarão sendo uma presa fácil. É hora de
examinar – em tempo real – o conteúdo de cada site acessado e cada
e-mail para combater esse ciclo de vida de malware com eficiência.

é Gerente de Grupo de Produtos da Websense.

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