O mundo da tecnologia se reinventa a todo instante, já tivemos a era dos grandes mainframes, dos micros potentes e agora estamos na era das redes.
A SUN Microsystem, um fabricante de computadores americano, já profetizava há mais de dez anos que “o computador é a rede”. Hoje vemos que isto se tornou realidade com o surgimento de diversas aplicações baseadas em arquiteturas distribuídas através da Internet.
Para estas aplicações você não precisa instalar aplicativos no seu computador, ter a sua disposição um grande poder de processamento e muito menos ter em seu micro discos rígidos imensos, já que tudo está na rede. Um bom exemplo desta nova arquitetura é o Google Docs (http://docs.google.com), um editor de textos e planilhas eletrônicas completamente disponível através da Internet.
Nesta nova arquitetura o seu computador precisa apenas de um sistema operacional (que importa cada vez menos), de um navegador Internet como o Internet Explorer, Firefox, Chrome ou Ópera e, é claro, de um acesso à Internet de boa qualidade e velocidade. O navegador agora é a aplicação que vai ditar como as pessoas irão “ver” a rede e os fabricantes já estão cientes disto (não é por outro motivo que o Google lançou o seu navegador Chrome).
Mas onde estão exatamente o seus dados? Esta é outra diferença que encontramos no novo modelo, chamado de nuvem computacional ou “Cloud Computing”. Independente de como a chamamos, agora os dados e aplicações estão distribuídos na rede. Por exemplo, o Google possui dezenas de data centers espalhados pelo mundo. Todos prestam serviços não a um país, mas a diversos, atendendo milhões de usuários. Assim, quando fazemos uma pesquisa temos nossa resposta mas não sabemos exatamente qual servidor respondeu e em que local ele estava.
A vantagem desta distribuição dos recursos computacionais está em uma melhor utilização do hardware e software. Isto é possível através da consolidação dos recursos de hardware para que eles possam ser aproveitados ao máximo, simplificando seu gerenciamento e reduzindo custos de manutenção e operação.
Outra vantagem da nuvem computacional é a escalabilidade. Se você precisa de mais processamento, você pode fazer um upgrade imediato de capacidade, sem precisar trocar componentes ou até equipamentos inteiros. O mesmo vale para armazenamento ou até mesmo upgrades de software.
No próximo artigo vamos conhecer mais alguns exemplos onde a nuvem computacional está fazendo sucesso.
Um forte abraço e até a próxima semana!







