DevSecOps

8 jan, 2007

Código aberto ou proprietário

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Velocidade,
capacidade, agilidade e rendimento são características
que definem o desempenho de tarefas, iniciativas, trabalhos e
projetos. Na área de tecnologia da informação,
o exercício de medir desempenho é árduo,
pois como atividade-meio, destinada a oferecer condições
para que uma empresa atinja suas metas, torna-se difícil
o cálculo dos seus resultados principais. Afinal, invariavelmente
o foco da avaliação centra-se na atividade-fim.
Com o surgimento dos sistemas de código aberto em contraponto
ao software proprietário, a medição tornou-se
uma prática ainda mais espinhosa. Por outro lado, isso
ampliou a importância da gestão tecnológica
dentro das organizações.

O crescimento dos sistemas de código
aberto é exponencial e irreversível no mundo. O
chamado software livre é a mais significativa inovação
tecnológica apresentada nos últimos tempos. O
fenômeno irá impulsionar ainda mais as empresas
desenvolvedoras de software no País, já protagonistas
de um crescimento anual de 20%, índice significativamente
maior comparado ao de outros segmentos de TI, como hardware e
serviços.

Por outro lado, o software proprietário
chegou a um nível de maturidade muito grande. Os grandes
fornecedores de programas no mundo são precursores do
desenvolvimento da tecnologia da informação, ou
melhor, da informática, como era chamado comumente todo
e qualquer conjunto de conhecimento na área. Porém,
nas empresas, há uma ferrenha discussão do uso
do software proprietário e do software de código
aberto. Para usar, copiar e redistribuir o software proprietário, é preciso
pagar ou solicitar uma permissão ao seu fabricante. Os
sistemas de código aberto, ao contrário, permitem
que o usuário efetue livremente, sem ônus algum,
modificações no programa original.

O
ponto nevrálgico dessa questão está na confiabilidade
dos sistemas e redes de computadores. Hoje, este item lidera
a preocupação — e os investimentos — das
empresas em TI. E na implementação de softwares,
o que mais se pergunta é sobre sua vulnerabilidade. E
os softwares proprietários levam (ainda) ligeira vantagem
neste aspecto. Porém, no debate da questão, é importante
analisar que cada corporação tem a sua estratégia
e visão de trabalho, de acordo com as suas necessidades
e, principalmente, interesse no desenvolvimento dos negócios.

Tais
referências constroem o modelo de gestão tecnológica
da organização. Porém, são itens
de princípio, que podem ser alterados a qualquer momento.
Aliás, a flexibilidade é uma das maiores virtudes
da gestão de qualquer área. No caso do segmento
de tecnologia da informação, a prática legitima
as ações. Assim, com relação ao software
proprietário e ao software livre, o que se observa é que
podem coexistir nos projetos de TI das empresas. Não há mal
nisso. Em ambos os casos, o que se deve verificar é a
sua performance, aliada ao custo-benefício. Ou seja, preço
e aproveitamento. E isto só se resolve com lúcido
e equilibrado discernimento das iniciativas de TI a serem empreendidas.