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App livre da vez: Haroopad

Venho falando que o markdown vai dominar o mundo. Desde que o Github e o Stack Overflow o adotaram, parece que muitos desenvolvedores passaram a conhecê-lo.

Eu venho falando que o markdown vai dominar o mundo. Desde que o Github e o Stack Overflow adotaram o formato para a edição de mensagens nas plataformas, parece que muitos desenvolvedores passaram a conhecer o formato, que se popularizou cada vez mais a ponto de se tornar quase onipresente.

Confesso que também sou fã dele (apesar de também gostar muito do txt2tag do brasileiro Aurélio “verde”). Uma das grandes vantagens do formato é que ele é muito mais econômico do que escrever HTML, ao mesmo tempo que também é muito legível, mesmo em “texto puro” (plain text).

E quando digo isso é sério: não leva mais do que 10 minutos para aprender a sintaxe do markdown, já que ela é bastante intuitiva. Você pode dar uma olhada na sintaxe original e conferir por si mesmo, lendo o artigo original do autor John Gruber.

Depois que finalizar a criação do seu documento, pode facilmente exportar o conteúdo para HTML e já existem até alguns scripts para exportar markdown para outros formatos como PDF ou epub, como faz o Pandoc.

Haroopad

haroop

Fazia algum tempo que eu procurava um bom editor de markdown, até que achei o Haroopad. O software tem diversos recursos interessantes:

  • Design vertical (não faz sentido ter janelas horizontais com as telas wide de hoje);
  • Syntax highlight para código;
  • Atalhos do Vim;
  • Suporte a notações matemáticas em Latex;
  • Suporte a GFM (Github Flavored Markdown) e extensões;
  • Diversos temas visuais;
  • Possibilidade de exportar para PDF e HTML.

Além disso, o software é feito em node-webkit e, portanto, é multiplataforma. O Haroopad está licensiado pela GPL3 e seu código fonte pode ser baixado no Github.

Se testar, diga aqui o que achou.

Formado pela Escola de Comunicações e Artes da USP, é membro ativo da comunidade de software livre brasileira e um defensor das causas ligadas à inclusão digital e ao conhecimento livre. No campo profissional, já coordenou projetos de educação e inclusão em entidades do terceiro setor e foi editor chefe da Linux Magazine e da revista iMasters, tendo palestrado nos mais diversos eventos da área de tecnologia. Nos últimos anos, tem se dedicado a pesquisar o universo da cultura digital e seus desdobramentos.

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