DevSecOps

19 jan, 2007

A Comédia Corporativa de The Office

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Uma das Grandes Revelações entre as Séries
de Comédia dos últimos anos é a Série
televisiva "The Office" – cuja tradução
em português seria "O Escritório". Quem
anda às voltas com o Mundo Corporativo com certeza irá reconhecer
na Série um sem número de situações
que são divertidas justamente porquê nos são
familiares. Assuntos como Liderança, Competitividade no
Ambiente de Trabalho, Relacionamentos Românticos entre
colegas, Downsizing, Vigilância Eletrônica, Assédio
Sexual, entre outros, são tratados de forma extremamente
hábil – e absolutamente divertida – nos 30
minutos de duração de cada episódio.

The Office começou como uma Série Britânica
que fez tanto sucesso que acabou ganhando outras versões:
americana, francesa, alemã e canadense. As más
línguas dizem que houve inclusive uma tentativa de adaptação
desta Série por uma grande emissora brasileira – sem
o mesmo sucesso das versões mais oficiais. Aqui falaremos
apenas da versão americana que é tão boa – senão
melhor, sob certos aspectos – que a versão original.

A Série americana é centrada na figura de Michael
Scott (interpretado pelo ator Steve Carell, o mesmo ator que
protagoniza a Comédia "O Virgem de 40 anos"),
que é o Gerente Regional da filial de uma fictícia
Empresa distribuidora de papel. A relativa falta das necessárias
qualidades de Liderança por parte de Michael – somada à sua
absoluta falta de tato ao lidar com as outras pessoas – é responsável
por uma série de situações que divertem
a nós telespectadores – e infernizam o dia-a-dia
dos funcionários. Por exemplo, em um episódio memorável,
Michael não gosta do presente que recebeu no Amigo Oculto
da Empresa e força as pessoas a trocarem de presente até que
ele consiga um presente de que goste. Em outro episódio,
ele passa a vigiar os e-mails dos funcionários, com as
mais hilariantes conseqüências.

Os motivos pelos quais um indivíduo tão visivelmente
inepto está ocupando um cargo de Chefia vão sendo
revelados no decorrer da Série. Na verdade, Michael era,
antes de ser o Chefe da filial, o Melhor Vendedor da Empresa:
foi justamente porquê ele era tão bom como Vendedor
que a Alta Gerência resolveu promovê-lo a Gerente
Regional. Este tipo de situação – retratada
na Série – pode se tornar real – e sabemos
que muitas vezes se torna – quando a promoção
a um cargo de Gerência ou de Liderança leva em conta
apenas a capacidade técnica sem avaliar também
as Competências comportamentais necessárias ao cargo.

A meu ver, uma das grandes Virtudes de The Office é justamente
mostrar que, muitas vezes, este tipo de desajuste entre o comportamento
e a função é muito mais um resultado dos
mecanismos internos da própria Organização
do que um "defeito" da pessoa que foi promovida. Isto
fica perfeitamente indicado em um episódio, absolutamente
engraçado, em que Michael é chamado à Matriz
da Empresa em Nova York para uma reunião de Gerentes Regionais
e percebemos, para nosso assombro e diversão, que todos
os Gerentes presentes na reunião têm exatamente
o mesmo perfil do Michael – o que não pode ser,
de forma alguma, uma mera coincidência, mas antes uma falha
no processo seletivo interno da Empresa.

The Office é diversão garantida para todos aqueles
que convivem com o Mundo Corporativo ou que já tiveram
pelo menos um Chefe na Vida.