Design & UX

9 jun, 2008

Por que o Solid Works?

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A velocidade, cada vez maior, no desenvolvimento de novos produtos exigida pelas empresas, levou ao desenvolvimento de novas tecnologias para lidar com essa demanda. E Isso vem de muito tempo, com o surgimento do AutoCAD (1982), que hoje se encontra na sua versão 2008 (que equivale ao release 17), e que tem espaço garantido nos escritórios de arquitetura e decoração.

Mas o que dizer de ambientes de trabalho que necessitam de uma representação 3D com agilidade? O que usar quando se quer demonstrar não somente vistas de um determinado objeto, mas seus componentes e situações de interação internas e externas? O que usar quando se tem que ter uma agilidade na alteração do desenho de um determinado produto?

Nesse plano entra o Solidworks, ferramenta parametrizada de representação 3D que trabalha com formas geométricas, que tem ganhado cada vez mais espaço nos computadores de projetistas do mundo inteiro. Abordando o projeto como um composto de peças e operações.

Por quê o Solid Works?

A resposta é simples: Praticidade.

Estou trabalhando com o Solidworks, substituindo o AutoCAD nos projetos, há um bom tempo. É simplesmente perfeito. Prático, rápido e com um retrabalho ágil. É claro que, para situações diversas, ainda uso o CAD, que possui uma legião de adoradores fiéis.

Quando me lembro do AutoCAD, me vem a cabeça uma série de linhas coloridas, onde eu teria que desenhar toda a parte interna de um produto, bem como seus componentes. Se fosse necessário mudar algo, teria que mudar em todas as peças em que a alteração pudesse afetar.

Imagine alterar o comprimento de um controle remoto por exemplo. Torná-lo mais esguio. No CAD seria mais complicado, enquanto no Solidworks, bastam alguns cliques. Até operações que criavam problemas no CAD (exemplo: filete), são realizadas facilmente no Solid.

E a praticidade não para por ai. São centenas de recursos bastante intuitivos. Não se trabalha muito tempo em 2D. Com um simples comando o esboço simples ou complexo é extrudado, criando um sólido. A partir daí abre-se um leque de ferramentas com possibilidades infinitas.

É claro que, como todo desenho de projeto, é necessário um planejamento inicial, pois um arrependimento pode gerar uma reação em cadeia de correções a serem feitas. E se essas alterações tiverem relação com alguma outra peça, tudo pode ter que ser ajustado, mas de uma maneira fácil também. Essas alterações são feitas através da árvore de projeto, onde todas as operações realizadas (chamadas no programa de recursos) são relacionadas como se fossem etapas.

Uma parte dos recursos necessita de um esboço. Sendo que os recursos que levam a formas mais complexas necessitam de 2, 3 ou até mais esboços e outros recursos para serem executados. Já outras ferramentas necessitam apenas de coordenadas, como face a ser aplicada e valor, servindo de exemplo o Filete ou Chanfro, mas nem por isso são simples. Todas possuem ainda variantes que possibilitam chegar a resultados diferenciados.

Na árvore de projetos, ainda é possível a qualquer momento editar todas as operações que já foram feitas, mudar a ordem das mesmas (respeitando a hierarquia de criação) ou até mesmo suprimir.

Dependendo da complexidade do projeto, é possível criar equações de referência onde se alterarmos determinada dimensão, os outros recursos sofrem alteração proporcional. E se estivermos lidando com uma montagem, como é chamada a composição de várias peças, é possível editar todo o conjunto.

Dentre as capacidades do Solidworks, posso citar também as ferramentas para criar chapas dobradas, onde com um só clique vemos a chapa ser planificada, como se fosse um botão liga desliga. A criação de esboços em 3D para fazer produtos aramados e tubo.

Sem contar aplicativos para gerar movimento, calcular interferências no projeto, simular resistência, facilidade para se criar moldes de injeção, entre outros.

Mas como disse no começo, cada ambiente de trabalho utiliza a ferramenta mais apropriada. No caso de um escritório de arquitetura, o ideal é uma ferramenta voltada para vistas como é o caso do CAD. Num ambiente em que se volta para a animação, formas mais orgânicas, é necessário um software compatível como Maya ou 3Dmax. E num ambiente em que se trabalha com montagens e componentes, ajustes mecânicos, softwares do porte do Solidworks.

Abaixo coloco alguns exemplos de projetos no solidworks, desde peças a montagens.

No próximo artigo abordarei a importância de uma ferramenta desse tipo no dia a dia de projetos, bem com o seu uso com o 3DMax.

Um grande abraço a todos e fiquem com Deus!