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O que a gente viu no AngelHack, a maior maratona de hackathons do mundo

Participaram 220 estudantes e profissionais de diversas áreas, como desenvolvimento de software, negócios, design, administração e comunicação.

Aconteceu no último final de semana, dias 16 e 17 de abril, na sede da IBM Brasil, o AngelHack, a maior maratona de hackathons do mundo. Participaram 220 estudantes e profissionais de diversas áreas, como desenvolvimento de software, negócios, design, administração e comunicação.

Estivemos presentes durante todo o evento e logo no primeiro dia já conseguimos sentir a interação entre os participantes, apesar da tensão pela participação no hackathon. Logo na fila, antes dos portões se abrirem, os participantes já estavam trocando ideias, se conhecendo e fazendo networking, a fim de encontrar membros para as suas equipes (alguns participantes, experientes em hackathons, já foram com suas equipes formadas; outros acabaram por formá-las na hora, com os “conhecidos” da fila mesmo).

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Foto: Pedro Pavanato

Logo no começo, os participantes foram encaminhados para a sala Café Watson, aonde existia um museu da IBM com relíquias computacionais; um ambiente divertido, que misturava o moderno com o antigo.

Neste momento, apesar do clima de descontração. Todos os participantes já estavam procurando por integrantes para os seus grupos e correndo atrás de ideias para desenvolverem durante a maratona. Neste ponto já pudemos observar a importância dos organizadores do evento. Aqui eles já começavam a ajudar os participantes com as ideias.

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Foto: Pedro Pavanato

Em seguida, foi a vez dos colaboradores tomarem a dianteira. Foi gravada uma mensagem para o pessoal de Seatle que também estavam em um hackathon no momento. Um sonoro e ressonante “Hello Seatle” foi gravado no salão do Café Watson. Após este momento, todos foram para a área externa para ouvir uma palestra motivacional e participar da gravação de um vídeo com um drone.

Na sequência, os participantes se dirigiram ao refeitório, local que permaneceriam pelas próximas várias horas. Todos tomaram um café caprichado e, em fim, estavam prontos para iniciar o desafio. Aqui foi a hora das instruções finais. Os voluntários da IBM passaram as instruções de como seria o Hackathon, o limite de participantes nos grupos, os objetivos, como seriam avaliados os projetos, pontos de desclassificação, sequência de eventos e a classificação.

Pronto, foi dada a largada! Agora os participantes estavam realmente por sua conta. Neste momento de brainstorming, nós sentamos com algumas equipes para trocar ideias e sentir como estava o clima.

A primeira equipe com quem conversamos foi a equipe dos “Veteranos”, composta por 6 participantes. A ideia da equipe já estava alinhada neste momento: eles desenvolveriam um aplicativo para que clientes de restaurantes pudessem avaliar os funcionários. Segundo eles, um dos maiores problemas para os empresários desta área é a grande rotatividade dos funcionários, devido a contratações erradas.

 

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De acordo com os participantes, entrevistas de emprego e informações adquiridas no Linkedin, nem sempre estavam de acordo com o perfil encontrado após contratação. Assim, o aplicativo deles permitiria que um perfil mais real dos funcionários estivesse disponível para empresas de RH e para os donos dos restaurantes. Outro ponto que poderia ser atingido aqui é a constante evolução dos empregados. Observando os pontos negativos na avaliação de um bom funcionário, seria possível investir em treinamentos adequados para a melhora na qualidade do seu serviço. Os participantes pretendiam com este projeto se inserir nas categorias social e negócios e utilizar as APIs Watson.

Também conversamos com o grupo Divanum, cujo perfil era bem diversificado. Este grupo contava na sua maioria com universitários de diversas áreas: computação, designer, matemática e marketing. A ideia deles era criar uma aplicação na qual os usuários pudessem fazer uma descrição dos seus sonhos para compartilhá-los. Os sonhos, então, receberiam tags com os pontos principais; assim, usuários ao redor do mundo poderiam saber o que outros usuários sonham, se têm o mesmo tipo de sonho etc. Com essas informações eles traçariam grafos que ligassem os sonhos em comum. Os participantes utilizaram a plataforma Bluemix e as APIs do Watson.

Divanum

Outro grupo com o qual conversamos foi o Unova que era um grupo de profissionais experientes, com exceção de um dos membros que foi conhecido na hora (um estudante de medicina que gosta de codificar nas horas vagas). Esta equipe já trabalha em uma startup e contava com profissionais de desenvolvimento, design, negócios, marketing, acadêmicos e empreendedores.

A ideia era desenvolver um aplicativo de análise de perfil e comportamento de consumidores para micro e pequenas empresas. O objetivo era saber como a sua marca se comunicava com o mercado, qual a aceitação dela e qual era a reação do público em relação as pesquisas. Além disso, o grupo visava utilizar a análise de notícias como banco de dados para informar a tendência do mercado consumidor. A ideia era fazer uma aplicação que pudesse ser escalar e que utilizasse as APIs do Watson e predictive analytics. O grupo via o Hackathon como uma maneira de estreitar a relação da startup com a IBM.

Por fim, conversamos com o pessoal da Magrela, que criou um projeto de impacto social. Durante o Hackathon eles desenvolveram um hardware, um software e um gadgte. A ideia do projeto era construir um navegador que acessasse a rota, utilizando um display, outputs sonoros e visuais nas horas de tomada de decisão e notificasse o ciclista sobre ladeiras, buracos e demais obstáculos, além de fornecer a participação em um mapa colaborativo.

 

Magrela

 

Para concretizarem a ideia, eles tiveram a ajuda do grupo de impressão 3D, o 3D Criar. A ideia foi testada com uma bicicleta ao vivo no evento e animou o público, que viu futuro no projeto.

O grupo era formado por estudantes de ciência da computação, engenharia elétrica e designers digitais. A maioria dos integrantes já se conhecia antes do evento.

Durante o restante do primeiro dia, as equipes se engajaram em terminar seus projetos, pois o deadline de entrega do código era domingo às 13:00. Durante a noite, horário em que o pessoal mais trabalhou, as ideias e os códigos fluíram com mais afinco. Para aguentar virar a noite, energético e pizza para a galera!

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Foto: Pedro Pavanato

Nas vésperas da entrega dos projetos, algumas equipes tiveram dificuldades, pois não se conversavam muito sobre como funcionaria a entrega pelo GitHub. Porém, a maioria conseguiu entregar a tempo.

Em seguida, as equipes apresentaram seus códigos para uma equipe técnica. Esta era a primeira etapa da avaliação. Só seriam encaminhados para a Pitches os projetos que passassem pelo crivo técnico.

A Pitches ocorreu às 15 horas no auditório. Aqui as equipes tinham dois minutos para apresentar suas ideias e vender seu peixe. Após este tempo haviam mais um curto intervalo de tempo para arguição. As equipes se apresentaram na seguinte ordem: HealthChat, Mimimi, Maketeam, Whats On Streets, Pormo On, Rank Up, Braile 2.0, 10 Conto, Divanum, Homus, EducaTeo, Marketplace Analytics, Bustrends, MatchBusiness, Magrela e BeeLine. Ao mesmo tempo estavam acontecendo no refeitório as apresentações dos projetos, das equipes que toparam o desafio para a GS1.

Após todas as apresentações, as expectativas estavam a mil para que os vencedores fossem conhecidos. Durante a depuração, os participantes ouviram palavras de agradecimento de membros da IBM, inclusive do presidente da IBM Brasil, Marcelo Porto.

E enfim, tínhamos os vencedores!

Categoria Bluemix:

Divanum;

Categoria Social:

1º Lugar – Magrela

2º Lugar – Homus

3º Lugar – Braile 2.0;

4º Lugar – Rankup

5º Lugar – 10 Conto

Desafio GS1:

1º Lugar – Tem para Já;

Categoria Geral:

1º Lugar – Mimimi

2º Lugar – Magrela

3º Lugar – Homus

4º Lugar – Marketplace

5º Lugar – Maketeam

Em resumo, o AngelHack São Paulo foi um sucesso, muita inovação, comunicação, desafio, codificação, negócios, descontração e qualidade. E, principalmente, projetos interessantes que têm grandes chances de se tornarem produtos comerciáveis e acessíveis para a população.

Caso você tenha interessa em conhecer mais sobre as comunidades IBM e aprender um pouco sobre computação cognitiva, seguem alguns links bem interessantes:

Quer conhecer mais sobre as APIs do Watson? Os artigos abaixo te ensinam como:

Alex Lattaro é Mestre em Inteligência Artificial pela Unicamp e tecnólogo em Análise e Desenvolvimento de Sistemas pelo IFSP. Já trabalhou como líder de conteúdo no Imasters e na Microsoft, foi Especialista em Ciência de Dados na Kroton, Ilumeo e Santander e também atuou como professor no Samsung Ocean na Unicamp, ministrando aulas de Python, Ciência de Dados e Inteligência Artificial. Atualmente trabalha como especialista de projetos na Facti.

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