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Virtualização: por que não ficar de fora

No início eram as máquinas. Grandes, ocupavam enormes espaços. Quanto maior o data center, melhor.  Empresas almejavam isto: ter grandes espaços para armazenar dados. Os mainframes, gigantescos, faziam o processamento de dados. Isso na década de 70.

Depois, vieram os computadores pessoais e um grande salto: o processamento distribuído. Com isso, a quantidade de dados a serem processados aumentou, já que até mesmo o cidadão comum poderia ter um PC e não era essa, afinal, a idéia?

O tempo passou, o acesso à computação cresceu e melhorou: passamos dos PCs aos notebooks, daí aos netbooks e tablets e smartphones e outros tantos gadgets que permitem não só o processamento de dados, mas o acesso à internet em praticamente qualquer lugar. E se há até pouco tempo era preciso transferir os dados de um aparelho a outro através de um meio físico, como pendrives, CDs e os saudosos (alguém sente falta?) disquetes, atualmente o usuário comum, pessoa física, consegue fazer tudo isso totalmente online.

Melhor: é possível manter todas as informações online, através, por exemplo, dos discos virtuais e de aplicativos de gerenciamento e criação de textos e planilhas, entre outros, e álbuns online de fotos, de forma totalmente livre de um hardware, independentemente de sua localização física. Na nuvem. A mesma nuvem que hoje possibilita às empresas guardarem seus dados em ambientes seguros. E virtuais. Nada mais de grandes centros de dados. Mainframes. Salas e salas ocupadas por enormes máquinas.

Mas, afinal, o que é essa nuvem?

Computação em Nuvem é literalmente levar o real para o virtual. A Virtualização é uma das tecnologias que habilitam a Computação em Nuvem. A tecnologia de virtualização pode ser aplicada em vários níveis da infraestrutura de um datacenter, como desktops,  servidores, armazenamento e rede. Com a Virtualização de Armazenamento é possível acessar e mover dados, arquivos, aplicações de forma on line, de um sistema de Storage para outro, sem paradas, sem impacto para o usuário. E sem a preocupação de os hardwares serem do mesmo fabricante. Ou seja, é o gerenciamento centralizado de diferentes sistemas de armazenamento, de diferentes fabricantes, protegendo o investimento já feito em infraestrutura.

Ao virtualizar, torna-se possível ter acesso às informações, aos arquivos e programas, em um sistema operacional disponível na internet, independentemente da plataforma; o requisito mínimo é um computador compatível com os recursos disponíveis na internet. Assim como faz o usuário comum com seus e-mails, fotos e documentos. Sim, é mais simples do que parece.

E muito além de ser mais simples de compreender do que imaginar uma “nuvem”, a virtualização que não é mais um modismo, já provou que veio para ficar traz inúmeros benefícios para as corporações. Para falar um que certamente saltará aos olhos dos gestores: a redução muito significativa de custos com TI.

As expectativas de benefícios são muitas: redução de investimentos em capital e custos operacionais, aumento da flexibilidade da infraestrutura e provisionamento mais ágil, redução no tempo de backup e na capacidade de armazenamento necessária para isso, democratização das oportunidades afinal, qualquer empresa, independentemente de tamanho, pode ter um supercomputador à sua disposição.

Os receios também existem, afinal, apesar de ter chegado com força, a virtualização ainda é algo novo. Questões de segurança e privacidade encabeçam a lista de preocupações e devem, sim, ser pensadas e discutidas. E resolvidas. Pois estar na nuvem é, sem dúvida, uma realidade a ser encarada.

A consultoria Gartner estima que esse negócio (quando li, a palavra negócio soou mal. Trocaria por setor) tenha movimentado 46 bilhões de dólares em 2008. Um estudo recente da IDC mostra que, em 2010, o volume de negócios provenientes de serviços baseados na nuvem vai crescer em 45% – e, ainda assim, a oferta (a oferta – repetição) de aplicações baseadas na computação em nuvem deve permanecer como um modelo de negócios ainda pouco representativo para a indústria de TI em 2010. Mas as duas consultorias apontam que, até 2013, os investimentos em virtualização atingirão 150 bilhões de dólares.

O fato é que as infraestruturas atuais de TI exigem uma nova abordagem para a gestão de enormes quantidade de dados. E a virtualização de armazenamento tem se mostrado uma excelente resposta a isso.

Se virtualizar não está nas suas resoluções corporativas para 2010, é melhor repensá-las e fazer algumas mudanças.

é Gerente de Conteúdos do Grupo iMasters. Está sempre online, mais do que deveria, e você pode encontrá-la (quase) sempre como Rina Pri.

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