Muitas são as dúvidas que atormentam os gestores de TI acerca do novo mundo da computação em nuvem, e a maior talvez seja esta: o que fazer com as aplicações legadas de minha empresa? Com o legado de hardware, sob vários pontos de vista, é até fácil de lidar. Mas e com o legado de software?
Entrar no mundo das nuvens já não parece ser mais uma questão de ‘sim’ ou ‘não’, mas agora é de ‘como’ e ‘quando’. Não há mais dúvidas que o novo passo da modernização é A Nuvem.
Os sistemas legados não possuem a agilidade necessária para manter a empresa competitiva, na forma de suportar processos dinâmicos que mantenham os usuários satisfeitos, e com uma relação custo/benefício eficiente.
Veja alguns motivos que exemplificam o dilema entre ‘necessidade de modernização’ e o ‘legado’:
- Modelos de negócios, concorrência e demanda dos clientes mudam rapidamente.
- Sistemas legados não conseguem acompanhar essas mudanças, especialmente nos aspectos tecnológicos (como novas interfaces de interatividade, web e móvel).
- Legado é antigo, e por isso não está preparado para os novos padrões e conceitos.
- Atualmente, unir legado e novos processos provoca muitas integrações manuais, o que sobrecarrega o trabalho das equipes.
- Aquisições e fusões entre companhias geram a necessidade de integração dos processos e sistemas, e o legado se torna uma barreira.
- Sistemas antigos (legado) engessam o dinamismo dos novos processos e fluxos de trabalhos.
- O custo de manutenção do legado é geralmente alto, e o retorno é insatisfatório.
As regras de negócios impõem a necessidade de integração entre o legado e novas soluções, de uma forma ou outra. Muitas interfaces dos legados são proprietárias, e não conseguem se comunicar com as novas e modernas tecnologias/protocolos de troca de informações (ex: JMS, MSMQ, SOAP, REST, WebSphereMQ).
O volume de novos negócios que as empresas estão sendo compelidas a oferecer, nesse novo cenário de competitividade, direciona a TI a montar uma arquitetura de serviços (SOA) muito bem organizada. E o legado precisa participar disso.
Não raramente, os departamentos de TI se veem diante de três caminhos a seguir, a fim de solucionar esses problemas entre a existência do legado e a necessidade de entrar no mundo das nuvens:
- Substituir: tirando o legado de cena e acolhendo novos e modernos sistemas.
- Evoluir: botando a mão na massa nos sistemas legados, a fim de que eles se modernizem.
- Postergar: manter o legado como está, tentando atender a todas as novas demandas com os recursos já existentes.
Não é difícil concluir que nenhum dos três caminhos leva a um bom destino. Muitos são os problemas em cada um, mas poderíamos resumir assim:
- Substituir: muito arriscado, e demorado. Apesar de antigo, o legado tem toda uma história e está perfeitamente adequado aos processos correntes, principalmente os legados ‘in-house’. O problema dele é com as novidades. O “arriscado” fica por conta de se perder aquilo que já está sendo bem atendido hoje, e o “demorado” abrange todo o novo processo de implantação e treinamento.
- Evoluir: além de também ser arriscado e consumir um tempo razoável, é caro. Se a manutenção já é de elevado custo, remodelar o legado pode se tornar um dreno de recursos dentro da empresa.
- Postergar: o caminho que mais vai agradar a concorrência, e que vai fazer a empresa perder tempo que depois pode não ter forças para recuperar.
Mas, felizmente, existe uma quarta opção: CONECTAR (Integrar). Unir o legado com novas e modernas soluções, fazendo-os trabalhar em conjunto e como se fossem um só. Aí entram em cena, então, as plataformas de integração. Com elas, a TI poderá:
- Conectar seus sistemas, usando apenas um conjunto de ferramentas.
- Compartilhar dados e processos, usando conectores e adaptadores capazes de interligar diferentes tecnologias e plataformas. Esses componentes são responsáveis por automatizar a circulação das informações entre os sistemas e os processos.
- Fazer a ponte entre o legado e as novas tecnologias, como SOAP, REST, FTP, SMS, HTTP etc. O legado não vai para a nuvem, mas ele abastece e recebe da nuvem através dessa ponte.
- Ter segurança quanto ao futuro, pois cada novidade que surgir poderá ser acoplada à estrutura, para que se possa desfrutar dela.
- Manter controle sobre toda a propriedade já adquirida nos processos (não haverá mais substituições), continuar usufruindo do investimento já realizado (não terá mais que alterar tudo), e atender com segurança às novas demandas do mercado (não haverá postergação das ações).
Na verdade, muitos sistemas legados possuem ‘APIs’ (interfaces) para permitir acesso aos seus dados e processos internos, o que alenta ainda mais aqueles que adotam esse quarto caminho. Contudo, sabemos que são quase sempre proprietárias e de tecnologia defasada.
Por isso, nesse cenário, os profissionais de TI devem optar por ferramentas capazes de resolver tanto as questões de conectividade, quanto as de modernização. Essas ferramentas devem ter a capacidade de estar presentes em múltiplas plataformas de e entender múltiplas tecnologias de comunicação e formatos de dados, levando a empresa ‘À Nuvem’ de uma forma tranquila, e a tempo de liderar esse novo mercado.
A nuvem está à sua espera, e o caminho está livre.







