Recentemente estive participando do evento Cloud Computing & Security, debatendo o panorama atual e futuro da adoção de Cloud.
Durante a palestra, pude gravar uma entrevista que está disponivel no YouTube onde em cerca de 10 minutos algumas questões foram debatidas como os desafios para o Brasil se tornar um pólo atrativo para data centers de cloud, assim como algumas questões ligadas a soberania de dados. Se tiverem tempo, convido vocês a assistirem ao vídeo.
Transformando a indústria de TI
Cloud Computing tem o potencial de transformar toda a indústria de TI, tanto do lado dos provedores de serviços e produtos, como dos usuários destes produtos e serviços. Muda de forma significativa a maneira como vendemos e consumimos TI.
A criação de data centers para oferta de serviços em cloud, para o mercado em geral – chamado de public cloud, tem como característica essencial a escala do empreendimento. Para oferecer recursos computacionais a custo baixo, estes data centers tem que dispor de escala adequada para que processos atutomatizados façam diferença em relação aos modelos atuais de provisionamento e alocação de recursos, semi-automatizados.
Benefícios, capacidades e ofertas
Outras variáveis impactantes são os custos de energia, capacidade de rede (pela concentração de acessos ao data center por milhares de clientes) e tecnologia que automatize ao máximo a sua operação. Quando falamos em escala adequada estamos falando em dezenas ou mesmo centenas de milhares de servidores.
Um tópico importante é a capacidade da rede para/de acesso ao cloud data center. Este pode ser um gargalo, pois ainda no Brasil cerca de 70% da banda larga é de menos de 1 Mbit por segundo.
Além disso, a escassez de oferta diminui a possibilidade de oferecer redundância de redes, altamente necessária para garantir uma alta disponibilidade para os usuáios de uma nuvem pública.
Investimentos e demanda
O que isto significa? Que criar um data center para oferecer public cloud não é um negócio para qualquer um. Tem que haver um grande investimento inicial em máquinas, facilidades além do retorno que não aparece no curto prazo.
Como a receita vem de serviços por demanda (pay-as-you-go), a empresa tem que ter fôlego suficiente para sustentar os altos investimentos durante algum tempo, até que o break-even seja alcançado.
Outra questão debatida na entrevista foi a soberania de dados, que, inclusive foi tema de um artigo já publicado aqui no iMasters: A soberania de dados em Cloud Computing.
Conclusão
Enfim, o assunto ainda gera muito debate, mas é inevitável afirmarmos que é um caminho sem volta.
Entender as possibilidades e as restrições do atual ambiente de cloud computing no Brasil é fundamental para que as empresas – sejam elas usuárias ou provedoras de serviços – definam suas estratégias para os próximos anos.







