A
disponibilidade crescente de acessos em banda larga à Internet, em
conjunto com a necessidade cada vez mais frequente de mobilidade, fez
com que alguns paradigmas fossem quebrados. Um destes paradigmas é a
necessidade de transportarmos pessoalmente as informações que
utilizamos no nosso dia-a-dia.
A nova
arquitetura tem como grande vantagem um uso mais racional dos
recursos computacionais com a possibilidade de consolidação de
hardware e acessos fazendo com que eles possam ser aproveitados ao
máximo.
Outra
vantagem da nuvem computacional é a escalabilidade. Se você precisa
de mais processamento, você pode fazer um upgrade imediato de
capacidade, sem precisar trocar componentes ou até equipamentos
inteiros. O mesmo vale para armazenamento ou até mesmo upgrades de
software.
Mas o céu
não apresenta apenas nuvens claras e já podemos ver algumas
tempestades no horizonte. No uso de
nuvens privadas, o cenário e preocupações não mudam muito em relação
aos atuais datacenters.
A situação
aparece completamente diferente quando passamos a utilizar nuvens
públicas, oferecidas como prestação de serviços por terceiros.
Neste ambiente, uma das primeiras questões a serem tratadas é a da
segurança das informações. Como não temos mais o controle sobre o
local onde as informações estão armazenadas, algumas perguntas
ficam no ar. Como garantir que a confidencialidade no armazenamento e
controle de acesso são adequados? A disponibilidade atenderá aos
requisitos do negócio? No caso de falha, existem planos de
contingência adequados?
As
respostas a estas perguntas apontam para a escolha dos provedores de
acesso (canais de comunicação com a Internet) e a empresa
responsável pela nuvem (recursos computacionais). Os contratos devem
prever como estas informações serão armazenadas, protegidas e
acessadas. Avaliação e certificação da infra-estrutura física e
lógica dos prestadores de serviço estarão em alta como um dos
requisitos para a contratação.
Mais do
que nunca os SLAs (Service Level Agreement) devem ser estabelecidos
cuidadosamente e nortearão contratos de prestação de serviço. Não
adianta o provedor da nuvem oferecer uma disponibilidade de 99,9% do
serviço se o provedor de acesso fica longe deste número.
Falando em
aplicativos, a maioria deles não está preparada para o
funcionamento na nuvem e o licenciamento ainda precisa ser adaptado
ao ambiente do Cloud Computing. Alguns fornecedores exigem o
pagamento por processador ou de 100% do valor do software mesmo
quando o uso se limita a 25% ou 30 % das funcionalidades disponíveis.
Isto pode inviabilizar a economia proporcionada pela nova solução.
A
computação em nuvem muda o papel da Internet para usuários e
empresas. O poder de processamento local e os sistemas operacionais
passam a ter pouca importância em relação a questões como
disponibilidade e confidencialidade. Esta é uma tecnologia que veio
para ficar, mas ainda precisamos de melhores controles para garantir
que possamos desviar das nuvens carregadas de tempestades que temos
pela frente.
Abraços.







