Quase dois anos depois, estou de volta, desta vez para falar sobre o trabalho em equipe.
Hoje, com a expansão da internet, é comum que se tenha listas enormes de contatos dos mais variados meios de atuação. Fóruns, listas de discussão, blogs, orkut, twitter e muitas outras redes de relacionamento que existem hoje contribuem muito para o crescimento desta lista.
Tratar com pessoas através do MSN, gTalk e Skype facilita o desenvolvimento do relacionamento entre profissionais. Isso porque pessoas criam máscaras para si e acabam, muitas vezes, não sendo elas próprias nestes relacionamentos.
Mas e no dia-a-dia de uma empresa, onde você é obrigado a lidar com a pessoa ao seu lado o dia todo? Como desenvolver um relacionamento e uma equipe em que cada um respeite o trabalho e o espaço do outro?
O primeiro passo deve ser a escolha de alguém para tomar a frente e direcionar a equipe. Nem sempre aquele cara com espírito natural de liderança é o mais indicado. Já vi “líderes naturais” não sabendo lidar com pequenos conflitos e que acabaram por destruir o seu ambiente. Algumas características da pessoa ideal são:
– Conhecer o processo diário de trabalho
– Definir valores e metas
– Transmitir confiança e tranqüilidade para gerar soluções
O segundo passo é definir limites e responsabilidades. É muito importante que cada um tenha uma visão clara do seu papel e importância dentro do grupo. Para isso, é necessário conhecer as habilidades, limites e capacidade de cada membro.
Nesta hora, é comum que alguns se destaquem mais do que outros e é ai que mora o perigo. Alguns conseguirão ir além de suas responsabilidade, talvez até cobrindo o trabalho de outros. O que fazer? Dispensar os menos habilidosos e jogar tudo em cima do super-homem? Não. Uma equipe deve gerar conhecimento entre todos os que dela participam. O ideal é aproximá-los a fim de gerar troca de experiências e conhecimento.
O terceiro passo é entender que estamos trabalhando com seres humanos, ou seja, possuem crenças, valores, hábitos, pensamentos e sentimentos diferentes. De todos estes aspectos, devo dizer que o mais complicado de tratar seja o sentimento. Para o bom andamento, as pessoas devem estar sempre motivadas e satisfeitas, não apenas com o salário, mas também com o processo e o ambiente. Para que isso aconteça, é necessário que se criem oportunidades para a opinião de todos. Isto não significa que tudo deva ser atendido, mas se conhecer as necessidades de cada um, ajuda a definir o rumo que o grupo irá tomar.
Estes são pequenos passos para a formação de um grupo de trabalho sólido. Espero poder continuar a tratar do assunto em breve com vocês.
Para pensarem: “Só existe vento contrário para barco que sabe onde quer chegar”.
Um abraço a todos e até a próxima!







