Maior acervo de livros digitais está disponível pelo www.gutenberg.org, com mais de 20 mil títulos sob domínio público.
Lá nos primeiros anos da internet, era comum ouvir previsões para o futuro: “É o fim dos jornais, nunca mais teremos revistas, vamos queimar nossos livros”. Até agora, nada disso aconteceu. Os jornais continuam circulando, entenderam que não era o quê mais teria que ser feito, mas o quê menos em outro formato (por isso tantos jornais grandes criaram os formatos rápidos e por R$ 0,50). Nunca vimos tantas revistas nas bancas, penduradas com grampos pelo lado de fora, há revistas para todos os assuntos. As editoras entenderam que precisavam entrar no mercado de nicho. Os livros, então, nem se fala. O Brasil é um dos oito países que mais produz livros no mundo. No ano passado foram 350 milhões de exemplares. As livrarias tanto físicas quanto virtuais estão abarrotadas.
Mas não é tão promissor assim quanto parece. Um dos maiores e mais antigos jornais do país enfrenta uma situação que, provavelmente, outros jornais e editoras de revistas enfrentam. O assinante mais jovem do jornal O Globo tem 39 anos. Isso nos faz pensar que uma nova mídia pode não acabar com a outra num primeiro momento – isso pode levar entre 20 ou 30 anos. Esse é o motivo que move os veículos para a criação de portais como o G1, do Globo e o Limão, do Estadão.
Com a chegada do papel digital e dos e-books o mercado editorial brasileiro deve estar preparado para enfrentar crise idêntica a que o mercado fonográfico passou e ainda passa com a distribuição e compartilhamento gratuito da música. O primeiro lançamento foi o Kindle, da Amazon. A Sony apresentou em seguida o Sony Reader e, como eles não estão a venda no Brasil, já temos nosso livro eletrônico, o eBook Reader, do www.ebookcult.com.br, um dos maiores acervos digitalizados do país.
Os arquivos usam a extensão .lit, que tanto podem ser abertos nos e-books, quanto nos palmtops, quanto no seu celular, quanto no seu computador. As desvantagens apontadas pelos leitores sobre os livros digitais eram portabilidade e leitura pela tela. Com a possibilidade de carregar livros em qualquer aparelho portátil, o primeiro problema acabou. E o segundo, como já falei em outros artigos, é apenas uma questão de adaptação visual, que vai ocorrer em pouco tempo. A tela tem iluminação própria e é possível escolher o tamanho e o tipo de fonte de sua preferência.
A questão agora é: por quanto tempo ainda vamos ficar apegados ao livro em sua materialidade, naquela estante que ocupa tanto lugar em nossa casa, acumulando poeira e contribuindo para a nossa rinite?
Up the webwriters!







