Carreira Dev

22 mai, 2019

The Velopers #31 – Nátali Cabral

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No The Velopers #31, a desenvolvedora Nátali Cabral participa de um bate-papo descontraído e cheio de informação com Rodrigo Pokemao, Community Manager do iMasters.

Nátali fala sobre desenvolvimento, QA (analista de qualidade / testers), carreira, seu sonho de trabalho QA Ladies, integração entre times, testes de aplicações e muito mais.

A seguir, você acompanha parte da entrevista transcrita. E se quiser assistir ao bate-papo completo, basta acessar o vídeo do canal do The Velopers no YouTube, no final da página.

O bate-papo

Pokemao – Como você teve a ideia de querer programar?

Nátali – “Lá em 2008, quando eu tive o meu primeiro computador, eu tive a oportunidade de um dos meus vizinhos estar vendendo o K6 dele. Meu pai comprou o computador. Eu tinha uma prima que estudava análise e desenvolvimento de sistemas na Factec e sempre que um tio tinha dificuldades com computador, minha prima ia mexer. E eu ficava atrás, acompanhando. Eu anotava as coisas que ela fazia.”

“Eu descobri que tinha um filme da área que todo mundo assisti: ‘Os piratas no vale do Silício’. Eu assisti e ví tudo aquilo, Microsoft, Apple, IBM… Eu falei pra minha mãe ‘você ainda vai me ver trabalhando na IBM’. E ela falou ‘Você é louca”.

“Eu comecei a estudar. Aprendi a formatar máquinas e formatei máquinas da vizinhança inteira. Mas, depois de um tempo, isso não trazia mais tanto retorno. Eu comecei a aprender programação. Mas vi que Java era muito difícil. Então, eu comecei a mexer com VB .NET e VB-6. Comecei a fazer bastante coisas com VB.” 

“Aí eu conheci .NET e C-Sharp para construção e desenvolvimento. Peguei ‘freelas’ online. E com 14 e 15 anos já estava desenvolvendo e mexendo na linha de .NET. Com 16 anos, eu tive a oportunidade de entrar no curso técnico, que era dentro da universidade.”

“Do curso técnico, dentro da mesma faculdade, eu emendei no curso de Ciência da Computação pelo Prouni. No segundo semestre, eu já consegui meu primeiro estágio na área, focado em banco de dados. Só que eu entrei lá e comecei a me envolver com infra e Dev. Com três meses, eu fui efetivada na empresa.”

Linguagens

“Lá, eu mexi com .NET, que era meu forte. Eu tive a oportunidade de aprender Python, mexer mais a fundo com PHP e tive acesso ao Rubi. Quando tive alguns problemas familiares e já não concordava com algumas coisas da empresa, decidi encerrar o contrato com eles.”

“Ai eu comecei o processo seletivo na IBM. Um dia, 11 horas da noite, eu estava na faculdade, uma funcionária do RH da IBM me ligou e me chamou pra ir lá no dia seguinte. Quando cheguei lá, tinha 30 meninas. E enquanto eu fazia o processo seletivo, eu consegui um estágio para trabalhar com VB6.”

“Ao todo, foram 7 entrevistas na IBM. Na quinta entrevista, eles mandaram e-mail pra todas candidatas falando que ninguém tinha sido aprovada. O processo todo foi um aprendizado. Três dias depois, o RH da empresa me ligou para participar das duas últimas entrevistas. Uma era com o gestor da área e a outra, com um Dev que era da área de inovação.”

“Em uma sexta-feira, uma hora da tarde, o coordenador pediu para me adicionar no LinkedIn. Logo depois, a funcionária do RH me ligou afirmando que eu tinha sido aprovada em todo o processo.”

QA

“Foi na empresa, estudando sobre QA, onde meu gestor queria que eu aprendesse, que eu descobri o QA Ninja. Eu vi que ia ter um evento que ia apresentar todas as áreas da comunidade nos dias seguintes. Eu participei do evento.

Um amigo especialista na área de QA disse que eu era a pessoa certa pra fazer isso, porque na área de QA havia poucas mulheres com meu perfil. E me perguntou se eu queria montar ‘o lado feminino da força’. E eu aceitei.

The Velopers

Se você quiser assistir ao bate-papo completo com Nátali Cabral, basta clicar no vídeo abaixo, do canal do The Velopers no YouTube.