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O longo caminho entre o Planejado e o Executado

Caso existisse uma cidade chamada Planejado e outra
Executado, pode ter certeza de que a estrada que ligaria uma a outra seria cheia de
percalços. Qual das duas seria a maior? Com certeza a Planejado e a Executado
seriam em média a metade do tamanho da outra.

É claro que essas cidades não existem, mas a realidade nas
empresas entre o planejado e o executado não é muito diferente do que foi
descrito na metáfora acima.

O que fazer para diminuir o caminho entre o planejado e o
executado?

1. Elabore poucas metas, mas que sejam significativas.
Nada de planos mirabolantes, cheios de fantasias e ideais dignos de um super
herói. Sugiro que você ou sua empresa tenha uma meta maior, que normalmente é
ligada ao faturamento ou à rentabilidade do negócio, e no máximo cinco metas
menores que devem estar alinhadas e ajustadas para atingir a meta principal. O
problema é que a maioria dos profissionais tem medo de parecer desocupados ou
pouco ambiciosos junto aos seus líderes ao declarar poucas metas. Todos
insistem em parecer ocupados demais, com números demais, tarefas demais, o que
leva a resultados de menos. Atingiu uma das metas menores antes do tempo,
substitua por outra. Pode ter certeza de que sempre há algo a mais a fazer. Eu
garanto!

2. Faça uso dos dados e dos fatos. A intuição ajuda, mas
deve ser pautada pela sua experiência no mercado e principalmente pelo o que
aconteceu nos períodos anteriores. Nada de viajar pelo espaço sideral
corporativo e criar metas difíceis de atingir. Vamos deixar claro que uma meta
desafiadora precisa ter dados e fatos que a sustentem e que metas impossíveis
só desmotivam a equipe. Busque informações sobre o mercado, concorrentes,
clientes, mas com fontes confiáveis. Nada de achar que sabe tudo ou que dá para
chegar lá pelo simples fato de que você acredita e deseja. O desejo deve ser
compartilhado pela equipe, assim como a confiança de que podemos realizar o que
está sendo proposto.

3. Dá trabalho eu sei, mas se esforce para colocar as
pessoas certas nos lugares corretos
. Esse é um dos grandes dilemas de
qualquer corporação. Onde estão os talentos da sua empresa? Estamos todos à
procura de talentos no mercado e não olhamos para o próprio umbigo. Toda
empresa tem pessoas talentosas, não importa o tamanho ou o que produz. Lembro
que talento é muito diferente de um currículo acadêmico perfeito. Talento é a
pessoa que sabe como fazer algo aliado a prazer, disposição e interesse genuíno em
ajudar. Imagine quantas pessoas hoje trabalham infelizes ou que não conseguem
utilizar mais do seu potencial pela miopia do líder que acha que mudar dá
trabalho e só gera confusão.    

4. Busque o inconformismo. As metas devem ser
constantemente divulgadas e o planejamento revisado e acompanhado no mínimo
mensalmente, apesar de eu preferir encontros quinzenais com os responsáveis
pela execução. Evite reuniões improdutivas de acompanhamento, estipule hora
para começar e acabar o encontro e envie a pauta antecipadamente aos
participantes. Não deixa as pessoas se conformarem com os resultados caso as
metas não estejam sendo atingidas e peça mais soluções do que sugestões. Crie
um estresse positivo e nada de pressão desnecessária para cima das
pessoas. Evite mudar as metas a todo o momento e concentre sua energia e
esforço nas ações que efetivamente agreguem valor ao negócio e tenham impacto
na meta maior.

5. Jamais se esqueça de que quem executa as metas são as
pessoas!
Elas passam por bons e maus momentos na vida. Nada de paternalismo
exagerado, porém não se esqueça de que pessoas não são máquinas. Cuide da sua
equipe, promova dentro dos limites possíveis equilíbrio entre vida pessoal e
profissional, treine e desenvolva as pessoas constantemente. Acompanhe, faça-se
presente e seja o maior exemplo de dedicação, ética e bons resultados.

Mostre do que você e sua equipe são capazes e assim, quem
sabe, a longa estrada entre as cidades Planejado e Executado se torne uma bela
rodovia duplicada, segura e com uma bela paisagem. Boa viagem!

é especialista em Inteligência em Vendas e Motivação de Talentos, Diretor da Clientar – Projetos de Inteligência em Vendas e Autor de "Paixão por Vender" - Editora EKO, entre outros livros.

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