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Há vagas: novidades no mercado

Quanto mais se consolida um nicho de mercado, mais cresce a demanda por profissionais naquele segmento. No nascimento da internet, a massa produtora era formada principalmente por programadores. Depois, os designers gráficos foram convidados a adicionar cores, forma, graça e originalidade à web. Em seguida, ou quase no mesmo instante, os jornalistas migraram das páginas impressas para as páginas digitais, oferecendo conteúdo abundante, necessário ou excessivo.

Alguns ofícios foram extintos, outros receberam upgrade ou choque, e novos cargos e funções surgiram: webplanners, webdesigners, webmasters, webwriters, htmlers, arquiteto de informação, analista em usabilidade, mídia digital, programador em flash, em php, em javascript, e uma lista infinda de novos postos.

O mercado de webwriting também está se mexendo. Apesar de ser alto o investimento, os gerenciadores de conteúdo estão disseminados e estabelecidos como melhor opção para manutenção dos portais. Quando as empresas apostaram em publishers, pensaram em utilizar seus próprios recursos para geração de matérias, o que garantiu agilidade ao processo. Em contrapartida, o planejamento era inexistente ou ineficiente, a linguagem não era adequada, não existia um guia de estilo de redação, e não existia um padrão de escrita que permeasse todo o site.

Então, para deixar um portal falando a mesma língua, surgiu o ofício de Instrutor de Webwriting. Sua função é a de criar uma linguagem de acordo com o perfil da empresa e passar esse conceito para todos os autores do site – aqueles que tem permissão de criar ou editar uma matéria no publicador. Os requisitos necessários para essa vaga são: ser excelente webwriter e ótimo professor. Sim, não basta apenas dizer “não devemos usar a palavra vermelho porque se refere as nossas congêneres”. O Instrutor de Webwriting deve orientar sobre como redigir, as características da redação para web, o comportamento do leitor, sugerir modelos, apontar desusos.

Uma outra demanda dos publishers é controlar todo o volume de informações, imagens, vídeos, links, fóruns etc. Vagas estão abertas para Controladores de Conteúdo: o nome do ofício explica o ofício. A função desses profissionais é conhecer o portal mais do que as linhas da própria mão, e controlar todas as entradas e saídas, correlacionar os assuntos, planejar estratégias de visibilidade e cross-selling de produtos ou serviços, prever os buracos das matérias expiradas, checar se o estilo de redação está adequado. Ele foca em planejamento e controle, e libera os editores para a produção.

Enquanto preparava este artigo, tive a oportunidade de presenciar o guru de novas tecnologias, Roberto Cassano, falando sobre o surgimento do papel de Engenheiro Social. “Aquela pessoa que recebe para ficar no Orkut” não é a descrição correta de sua função, mas ele vai rondar as redes sociais, moderar fóruns, estar atento às tendências e às interações dos usuários, apimentar discussões, denunciar conteúdo impróprio e até usuários. Resumindo: sua missão é gerenciar o conteúdo participativo do portal.

Engenheiros, controladores, instrutores. Se você está de olho no mercado, fique atento. Há vagas.

Up the webwriters!

é jornalista e mestre pela UERJ na linha de Novas Tecnologias em Comunicação. Coordenou diversos projetos digitais na área de planejamento e conteúdo como o Portal Mundo Oi, SulAmérica, PUC-RJ, Senac-RJ, HSBC, Bradesco e CBTU. Atualmente é professora da ESPM, UNESA, UCAM, INFNET e iMasters PRO. É pesquisadora pelo CAEPM e consultora da Fundação Roberto Marinho.

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