Carreira Dev

26 fev, 2007

A desvalorização do setor tecnológico

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Há tempos ensaio o meu ingresso aqui no iMasters para escrever algo sobre a minha especialidade: Flash/ActionScript, e por falta de tempo, sempre acabei adiando. Agora vamos ver se consigo reservar um tempo para a escrita.

Pois bem, nesses últimos dias, me aconteceu um fato bastante interessante que eu gostaria de compartilhar e pensar com vocês. Uma amiga me encontrou na rua e foi logo me dizendo, “Bini, preciso aprender Flash!”.

No momento fiquei um pouco confuso, pois esta pessoa é formada em letras, mas logo segui a conversa:

– Você entende de Algoritmos?

– Ahn?

– Você sabe alguma linguagem de programação?

– Tenho um primo que sabe isso ai sim!

[…]

Continuando a conversa lhe expliquei que Flash não é uma coisa muito simples e ela me explicou que está tentando fazer o site da empresa aonde trabalha para ajudar, e o dono não está interessado em desenvolver o site com uma agencia, nem tampouco em investir em cursos para os funcionários.

Após toda essa conversa, em um melhor momento me questionei: “O que eu faço, qualquer um faz?”, não que eu seja excêntrico ao ponto de achar que é impossível uma pessoa formada em letras não conseguir aprender Flash. Logo me fiz outra pergunta: “Qual o valor da minha profissão?”.

Comentei o caso com alguns amigos de profissão e notei que todos tinham se feito as mesmas perguntas que eu me fiz.

Ainda intrigado com o caso, fiz uma breve pesquisa com algumas empresas onde eu tenho acesso fácil, e notei que a grande maioria das médias e pequenas empresas não trata a Informática, como um setor, mas sim como uma ferramenta, um auxílio. Apenas as próprias empresas de tecnologia fazem isso.

É fato que hoje, a informatização esta muito acelerada, mas ainda uma boa parte das pessoas responsáveis pelo tal ‘setor’, são desqualificadas ou mesmo são pessoas de outros setores que acabam fazendo os chamados ‘gatos’ ou ‘gambiarras’ como minha amiga.

Honestamente não sei se a culpa é das empresas ou dos empregados, mas está mais que na hora: dos profissionais se especializarem realmente; das empresas reconhecerem estes profissionais e o nosso tão importante setor. Acredito que este é o primeiro passo para em breve, sermos reconhecidos também pelas grandes massas como profissionais que somos, e não como “Rapazes que mexem bem no computador”.

Espero que tenham gostado deste meu primeiro artigo, e espero em breve poder partilhar do pouco conhecimento que tenho com vocês. Grande abraço e fiquem com Deus.