C#

5 jul, 2018

Iniciando com C# – Parte 01: C# e o ambiente de desenvolvimento

100 visualizações
Publicidade

Na empresa em que trabalho há um programa de desenvolvimento muito bacana, chamado Formação de Talentos, onde são selecionados estagiários que farão parte da empresa e passarão por um treinamento a fim de obter os conhecimentos técnicos necessários para construir uma carreira promissora na tecnologia. Gosto muito desse programa e já participei dele, vendo grande valor em todo o processo.

O que me deixou muito feliz é que, após ter participado dele, fui chamada para ministrar um curso de programação com C# iniciante! Fiquei muito feliz em poder retribuir o que aprendi e procurei montar um conteúdo bem bacana e didático para o pessoal que está fazendo parte disso – e me deram a sugestão de compartilhar o conteúdo para outras pessoas também poderem aprender.

Então, vamos lá!

Uma das linguagens mais presentes no mercado hoje, é o C#. Um dos motivos que garantem essa presença tão forte é a aprendizagem fácil e a derivação de outra linguagem, C++, possuindo grande semelhança com a linguagem Java e permitindo fácil adaptação de desenvolvedores que trabalham com vertentes diferentes.

Mas antes de entrar nesse mérito, é importante entendermos como o computador entende nosso código para executá-lo.

O sistema operacional apenas entende em binário, onde tudo é composto por 0 e 1. Para conseguirmos nos comunicar com a máquina e ela reproduzir o que desenvolvemos, é necessário que haja uma tradução no meio desse caminho e um fluxo seja seguido, conforme abaixo:

Essa transição é feita de forma tão dinâmica que chega a ficar invisível aos olhos de muitos programadores.

O Visual Studio

O Visual Studio é o ambiente utilizado para desenvolver código em C# e em outras diversas linguagens, oferecendo suporte para o desenvolvimento de aplicações desktop e web, lançado em 1997 pela Microsoft.

Server Explorer: onde são feitas as conexões com bases de dados e servidores Cloud, como Azure. Para se conectar a uma base de dados, você pode clicar com o botão direito em “Data Connections>Add Connection> selecionar a conexão de sua preferência (no meu caso conectarei numa base SQL Server) > preencher as configurações solicitadas.

Team Explorer: ele é responsável por gerenciar o trabalho e as tarefas designadas a você e ao seu time. Aqui você pode ver quais são as alterações que você efetuou no código e dar Check-In – em “Pending Changes”, fazendo com que outros desenvolvedores tenham acesso às suas alterações e todo o time tenha o código atualizado.

Solution Explorer: onde você tem acesso ao código da sua solução e todo o conjunto de classes e métodos do que está construindo.

Source Control Explorer: aqui ficam as informações de versionamento do projeto. Isso inclui informações e alterações efetuadas pelo time e a possibilidade de efetuar branch e merge, controlando as versões do projeto.

Fonte: https://docs.microsoft.com/en-us/vsts/tfvc/use-source-control-explorer-manage-files-under-version-control?view=vsts

Voltando para o C#: esta linguagem é orientada a objetos e é fortemente tipada.

A respeito de orientação a objetos, teremos um artigo que abordará isso com mais detalhes.

Tipagem forte

Quando é dito que uma linguagem tem tipagem forte, significa que após atribuirmos um tipo àquela variável, ela não poderá ter seu tipo alterado, como pode ser visto no exemplo a seguir:

Pressionei F12 no browser, e é aberto o Developer Tools – ferramentas muito utilizadas por desenvolvedores para efetuar debug de código e manipulação de elementos HTML.

Na imagem, é visto um exemplo de tipagem fraca utilizando Javascript. Note que na mesma variável atribui um número inteiro, um texto e um número com casas decimais.

Se tentamos fazer isso no C#, encontramos problemas!

Não podemos atribuir um texto ou um número com casas decimais em uma variável que, inicialmente, possui o tipo inteiro e recebeu um tipo inteiro. O Visual Studio – IDE (Ambiente de Desenvolvimento Integrado) que utilizamos para desenvolver código em C# – já alerta na hora o erro, informando que há problemas de compilação. Isso caracteriza a tipagem forte.

É interessante ressaltar que é possível utilizar a palavra var na declaração de variáveis, ao invés de escrever o tipo da variável.

Se estou passando um valor inteiro para uma variável do tipo inteira, que não pode mudar seu valor, então por que escrever int no início da linha?

Se eu for passar o valor para a variável logo em seguida à sua declaração (para que o compilador saiba com que tipo de variável irei trabalhar), podemos fazer o uso da palavra var, que permite a tipagem implícita da variável.

Agora, se eu não informar o valor que a variável possuirá, a aplicação não irá compilar, afirmando que a variável precisa ser inicializada com algum valor.

Na próxima aula falaremos sobre tipos de dados no C# e Estruturas de Controle.

Obrigada!