Designers VS arquitetos de informação: Aumentando a produtividade na produção de wireframes
Em mundo perfeito, talvez uma equipe de agência web seja formada
por gerentes de projetos, redatores, revisores de conteúdo,
testadores, programadores, atendimento perfeito, e arquitetos de informação que fornecem wireframes (também conhecidos como mockups) prontinhos para os designers trabalharem.
Quem dera, hein? Como sabemos, no mundo real não funciona assim,
tudo tão bem dividido. É comum que um bom designer (leia-se: bombril) também
fique responsável pela arquitetura de informação do site, ou qualquer
que seja a interface.
Por isso, pretendo abordar nesse artigo diferentes abordagens no momento da produção dos wireframes.
Wireframes na visão dos arquitetos de informação
Já adianto que este não é o foco do meu artigo e não vou me aprofundar muito nesta questão. Mas, para efeito comparativo com a segunda parte, é importante que você entenda que normalmente Arquitetos de informação utilizam sofwares específicos para a criação de wireframes, e que o resultado final é algo parecido com isso:

Wireframe com baixo nível de detalhamento
Depois de escolher um software bacana, e tendo em mãos o wireframe, chega o momento de utilizar outro software para dar continuidade ao projeto (normalmente Photoshop ou Fireworks). É neste momento que acontecem algumas distorções no conteúdo – um ajuste aqui, um adendo ali.
Olhando pelo lado bom, pode-se gerar novas idéias neste “retrabalho”
de transformar o wireframe (pobre visualmente, como deve ser) em um
layout elaborado. Mas também pode-se distorcer o que já havia sido
definido, perdendo-se tempo e o prazo.
Um freelancer ou um designer que trabalha em uma pequena, média, ou
até em uma grande empresa que não dispõe de uma pessoa que fica
responsável somente com a arquitetura de informação, pode agilizar este
processo.
Como? Através dos wireframes mutantes.
Wireframes mutantes
Às vezes tentamos organizar e documentar demais as
etapas de um trabalho, e deixamos em segundo plano a produtividade.
Veja bem, eu não estou defendendo o trabalho nas coxas ou sem
planejamento. Penso que cada projeto tem sua complexidade, e às vezes
não é necessário matar uma mosca com uma bazuca.
O designer pode, perfeitamente, fazer uso da ferramenta que vai
gerar o layout final para produzir um wireframe que vai ser incrementado
gradativamente. Veja um exemplo:

Página principal (home). Repare que este não é
um wireframe tão engessado, mas não deixa de ser simples e
extremamente rápido de ser produzido
É importante que, até que seja finalizado o wireframe, os afobados
se contenham em não trocar fontes e testarem cores. Agora não é a hora
de perder tempo com isso.

Exemplo de página interna (busca). No Firework
(software de minha preferência), basta salvar o arquivo como e
aproveitar os elementos já criados na estrutura anterior
Observe bem que as estruturas mostradas:
- Existem caixas (boxes) extremamente simples e secas
- Tem o cinza mais escuro para indicar maior relevância do conteúdo
- Fontes sem formatação, porém os tamanhos diferenciados indicam hierarquia
- O espaçamento e a diagramação são diferentes, se aproximam mais do layout final.
Não levei mais do que duas horas para montar o esquema acima. A vantagem de utilizar wireframes com um nível médio de detalhes é que ele torna-se o norte todo o processo de criação.
Outra vantagem é poder apresentar a idéia da estrutura da interface ao cliente sem que haja um grande esforço de abstração exigido quando o wireframe é extremamente pobre e gerado por ferramentas destinadas aos Arquitetos de informação.
Resumindo: o designer tem a
facilidade e o conhecimento da ferramenta gráfica, para ele custa pouco
inserir pequenos detalhes (que fazem a diferença) no layout.
Continuando o desenvolvimento em cima do Wireframe mutante
Depois de aprovado junto ao cliente, finalmente é chegada a
hora de maquiar o pobre, quadrado e monocromático Wireframe. Cores,
fontes, fundos, degradês, ícones, botões, brushes, e chega. Vamos ver
no que deu.

Que bonito! Olhando assim nem parece que deu trabalho…
Agooooora é a hora onde vou conseguir concluir meu ponto de vista e minha teoria: note que, comparando com o wireframe inicial, não fugi do escopo e tudo está em seu devido lugar, sem grandes modificações.
E ainda ainda não acabou. Neste modelo de desenvolvimento gradativo, podemos aproveitar pedaços dos wireframes para compor as páginas internas:

Note que os elementos são basicamente os que estavam na home, aproveito vários deles para compor layout das páginas internas
Pode parecer que não, mas esta prática ajuda e agiliza MUITO o processo de criação. Com um pouco mais de trabalho, lapidei esta tela até chegar em sua versão final.

Note que mudei apenas a disposição das imagens para o lado direito, mas isso é só um detalhe
Concluindo
Penso que a arquitetura de informação é parte integrande do processo
do design, e que não é necessário torná-la um passo à parte. A não ser
que você viva no mundo perfeito e seja (remunerado extremamente bem)
para trabalhar somente com a arquitetura de informação. =)
Abraços, e não deixe de comentar.







