
Ao longo de 6 milhões de anos, o cérebro humano, seguindo os rumos da evolução natural, aumentou de tamanho e potencializou novas funcionalidades. Contudo, sua capacidade de armazenar e lembrar de fatos ainda é uma incógnita não absolutamente explicada pela ciência. O que sabemos é que o cérebro arquiva dois tipos principais de dados: os primeiros, de curto prazo, como nomes, fisionomias ou números de telefone (muitas vezes, por pouquíssimo tempo); e os outros estão na memória de longo prazo, de forma implícita ou explícita, na qual são guardadas informações como pedalar e trocar a marcha do carro, por exemplo, ou vagas lembranças, como um momento daquela viagem dos sonhos.
Agora, imagine só uma empresa e a quantidade de informações que esse organismo vivo dispõe. Projete a possibilidade de essas informações serem tratadas somente pela mente humana, sem apoio algum da tecnologia. Provavelmente, a essa altura, se você respondeu “impossível”, acertou.
Digo mais: está ficando cada vez mais inverossímil gerenciar um negócio, em consecutiva mudança e evolução natural do mercado, sem a tecnologia adequada. Nesse esquema, entra em cena o gerenciamento eficaz produzido por AIOps, acrônimo de Artificial Intelligence for IT Operations, ou seja, inteligência artificial↳Inteligência artificial440 conteúdosUX e IA: Transformando Experiências Digitais com Inteligência ArtificialProduto & UX · jan 2025MCP: O que é e por que você vai ouvir falar disso em breve?AI · jul 2025IA generativa e a urgência de reconstruir nossa relação com a verdadeAI · jun 2025Ver tudo em AI → para operações de TI (Tecnologia da Informação↳Leia tambémSistema de TI : modernizar e monitorar são as chaves para um bom sistemaMarketing Tech · jun 2024).
Uma vez que os ambientes organizacionais já deixaram de lado o poder de “saber o que está por vir”, a verdade é que está havendo uma forte demanda por infraestruturas de TI cada vez mais avançadas e baseadas em informações que têm competência para se reinventar em frações de segundos. Neste aspecto, as principais vantagens de AIOps são: atenuação de diferentes riscos (como identificação de contas corrompidas, tentativas sequenciais de acesso não autorizado e comportamentos suspeitos); e, principalmente, o auxílio à mente humana para se concentrar em tarefas que lhe trarão maior valor agregado.
De acordo com a AIOps Exchange, o mercado de inteligência artificial para TI ganhou força durante a pandemia da Covid-19. Então, se em 2019 foi registrado que 45% das organizações procuravam as soluções AIOps para analisar e determinar a provável causa dos incidentes e prever problemas futuros, hoje esse número é bem maior! E a tendência, pelo que estamos acompanhando, é que haja uma explosão de demanda por AIOps ainda em 2022, porque, além de antever problemas, a tecnologia aperfeiçoa ainda mais a hiperautomação, eliminando erros nos fluxos de trabalho por intervenção humana e, portanto, se tornando parte fundamental no processo de diagnóstico e correção.
A propósito, o cenário é bem promissor para os próximos anos, com esperança de investimentos bilionários em estruturas de IA, conforme mostra a International Data Corporation (IDC), a qual diz que os gastos globais com AIOps chegarão à marca de US$ 110 bilhões em 2024.
As empresas que já estão apostando nessa tendência sabem que, ao possibilitarem que a inteligência artificial faça parte da infraestrutura das operações de TI como protagonista – e não mais como coadjuvante –, atingem a efetividade de que realmente necessitam, por três principais razões, pontuadas pela consultoria Gartner:
1) a observação/monitoramento, em que é possível, graças ao acompanhamento ininterrupto dos dados, ter acesso a informações atuais e históricas, métricas de ocorrências, análise de performance e irregularidades;
2) o engajamento, visto que, por estar associada ao gerenciamento de serviços de TI, a AIOps abarca a automação de tarefas, análise de riscos e de desempenho e gestão do conhecimento por meio de notificações sobre incidentes, dependências e mudanças;
3) a ação/automação, na qual, a partir dos dados coletados, o sistema estrutura scripts, runbooks e hiperautomações de prevenção de falhas em sistemas, aplicações ou servidores.







