Se Google e Microsoft são, para todos os efeitos, rivais, o Yahoo! está tentando uni-los em seu próprio favor. Parceira da empresa de Redmond há bastante tempo em seus serviços de pesquisa online, a companhia anunciou hoje um acordo semelhante com a gigante das buscas que prevê a exibição de anúncios entre os resultados exibidos para o usuário, com divisão de receitas entre as duas.
A união foi anunciada em resposta aos resultados abaixo do esperado registrados no terceiro trimestre de 2015. No período, o Yahoo! registrou um faturamento total de US$ 1,23 bilhão, número que representa um crescimento de 7% em relação ao que foi obtido no ano passado. Entretanto, esse total está abaixo das expectativas de investidores e analistas e aquém das promessas da própria CEO, Marissa Mayer. Mesmo assim, ela continua sendo extremamente bem-vista na liderança da companhia devido aos seus esforços para aumentar os ganhos e diversificar a oferta de produtos da companhia.
Como mais uma opção nesse leque, a plataforma de anúncios do Google passará a exibir propagandas relacionadas ao que o usuário estiver procurando – uma solução que vai aparecer em destaque nas páginas, mesmo que evidenciadas como ads – e podem fornecer ainda mais acerto nas buscas.
O Yahoo! não revelou exatamente como o acordo vai funcionar, mas ele incluirá algum tipo de divisão de receitas, com porcentagens não reveladas. A empresa disse que o acordo é uma complementação dos serviços já oferecidos hoje e que, de maneira alguma, a união com o Google representa uma quebra ou estremecimento nas relações com a Microsoft.
Além disso, a empresa comemorou os resultados financeiros, citando que possui aproximadamente US$ 6,8 bilhões acumulados em dinheiro ou retornos de investimentos. É uma posição que, para o CFO Ken Goldman, mostra que a companhia está cada vez mais forte e que todo o trabalho que está sendo feito por Mayer tem funcionado.
No quarto trimestre de 2015, os esforços se concentram em redução de custos e operações mais enxutas. Isso, segundo Goldman, implica não apenas um controle maior dos gastos com executivos e redução nas contratações, mas também pode resultar em demissões ou no corte de posições existentes hoje no Yahoo!.
Com informações de Canaltech