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13 jul, 2026

TypeScript 7 chega mais rápido e reescreve as manhãs de trabalho

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A Microsoft anunciou o TypeScript 7 no dia 8 de julho. Portanto, a versão nativa em Go finalmente saiu do preview e chegou como disponibilidade geral. Segundo a equipe da linguagem, o compilador e as ferramentas ficaram cerca de dez vezes mais rápidos. Além disso, o lançamento mira direto no VS Code, porque a Microsoft usou a própria base de código do editor como referência de desempenho. Ou seja, os números que você vai ver aqui saíram do mesmo projeto que muitos de nós abrimos todo dia.

Neste artigo, você entende o que mudou por baixo do capô. Depois, veja os ganhos reais de tempo no editor. Em seguida, conheça as novas flags de paralelismo, os defaults que podem te surpreender e os frameworks que ainda precisam esperar. Enfim, você sai daqui sabendo se vale instalar agora.

Troca o JavaScript por Go e isso explica a velocidade

Primeiramente, vale entender a raiz do ganho. A implementação anterior do TypeScript era compilada para JavaScript. Agora, a base foi reescrita de forma nativa em Go. Assim, o projeto passa a usar a velocidade do código nativo e o multithreading com memória compartilhada. Dessa forma, parsing, checagem de tipos e emissão rodam com muito mais folga.

Contudo, a Microsoft afirma que a migração foi feita da maneira mais fiel possível. Ou seja, o novo código manteve a estrutura e a lógica da base original. Por isso, os resultados seguem consistentes entre os dois compiladores. Logo, você ganha desempenho sem trocar o comportamento que já conhece.

Lva o VS Code de dois minutos para dez segundos

Agora, os números. A Microsoft publicou os dados de desempenho direto no código do VS Code. Portanto, dá para confiar na origem. A compilação da base do VS Code levava 125,7 segundos no TypeScript 6. Já no TypeScript 7, o mesmo trabalho caiu para 10,6 segundos. Assim, temos uma aceleração de 11,9 vezes.

Além disso, o uso de memória também caiu. Antes, eram 5,2 GB. Depois, passou para 4,2 GB. Ou seja, uma redução de 18 por cento.

Inclusive, o editor sentiu a diferença na prática. Abrir um arquivo com erro na base do VS Code levava cerca de 17,5 segundos até o primeiro erro aparecer. Agora, esse caminho leva menos de 1,3 segundo. Logo, ficou mais de treze vezes mais rápido.

Transforma o npm run watch em uma tarefa quase instantânea

A própria equipe do VS Code detalhou a migração no fluxo interno. Para a checagem de tipos do código principal, o TypeScript 6 levava 36 segundos. Enquanto isso, o TypeScript 7 fez o mesmo em 5 segundos. Portanto, foram mais de sete vezes de ganho.

Além disso, as extensões nativas ficaram rápidas de checar. Quase todas passam bem abaixo de um segundo. A extensão do Copilot, por ser maior, leva 2,5 segundos. Já o comando npm run watch, que cobre o código principal e cerca de 50 projetos de extensão, caiu de aproximadamente 80 segundos para pouco mais de 20 segundos. Depois da primeira checagem, as revalidações levam cerca de um segundo no máximo.

Aliás, o carregamento no editor talvez seja o número mais palpável. Antes, os recursos de linguagem precisavam de quase um minuto para carregar o projeto inteiro. Só então importações automáticas e recursos complexos ficavam disponíveis. Agora, esse tempo gira em torno de dez segundos. Ou seja, são cerca de 50 segundos economizados a cada carga.

Repete o salto em bases famosas de código aberto

Esse ganho também aparece fora do VS Code. O Sentry caiu de 139,8 para 15,7 segundos, uma aceleração de 8,9 vezes. O Bluesky foi de 24,3 para 2,8 segundos, ou seja, 8,7 vezes mais rápido. O Playwright saiu de 12,8 para 1,47 segundo, também 8,7 vezes. Por fim, o Tldraw foi de 11,2 para 1,46 segundo, um ganho de 7,7 vezes.

A memória seguiu a mesma direção. O Sentry economizou 6 por cento. O Bluesky reduziu 26 por cento. O Playwright cortou 11 por cento. Enfim, o Tldraw ficou 15 por cento mais leve.

TypeScript entrega paralelismo real com flags novas de controle

Agora, você também ganha controle fino sobre o paralelismo. O compilador executa vários passos em paralelo, inclusive parsing, checagem de tipos e emissão. Além disso, chegaram as flags experimentais checkers e builders. A primeira ajusta a checagem de tipos. A segunda cuida da construção de referências de projeto.

Existe ainda a flag singleThreaded, que desliga a paralelização. Portanto, ela serve para depuração ou para ambientes com poucos recursos. Aliás, o efeito da sintonia fina impressiona. Com checkers 8, a base do VS Code saiu de 125,7 segundos para 7,51 segundos. Ou seja, um salto de 16,7 vezes.

TypeScript muda defaults que podem te pegar de surpresa

Antes de migrar, olhe os padrões com atenção. O TypeScript 7 é compatível com a checagem e o comportamento de linha de comando do TypeScript 6. Contudo, ele adota os novos defaults e transforma construções obsoletas em erros diretos. Por isso, alguns projetos vão exigir ajuste.

Entre as mudanças, o strict passa a ser verdadeiro por padrão. O module agora aponta para esnext. Além disso, o noUncheckedSideEffectImports vem ativo. O stableTypeOrdering também vem ativo e permanece fixo. Já o rootDir passa a apontar para o diretório atual. Por fim, o types assume um arranjo vazio. Portanto, vale revisar o rootDir e o types com cuidado, já que a Microsoft aponta os dois como as surpresas mais prováveis.

TypeScript 7 ainda deixa Vue, Svelte e Angular na fila de espera

Aqui entra a parte que exige atenção do seu time. O TypeScript 7 ainda não expõe uma API programática estável. Por isso, fluxos que usam Vue, MDX, Astro e Svelte provavelmente ainda ficam no TypeScript 6. Da mesma forma, a checagem especializada de templates do Angular segue no compilador anterior.

Contudo, existe um caminho de convivência. O pacote typescript6 oferece o tsc6 para utilitários que ainda precisam de acesso programático ao compilador, como o typescript-eslint. Assim, você adota o novo compilador no dia a dia e mantém o antigo onde a ferramenta exige. Logo, a transição acontece em etapas.

Vale a instalação hoje? Veja o veredito

Então, chegou a hora da decisão. O TypeScript 7 já está disponível via npm. Além disso, o VS Code oferece uma extensão dedicada agora, enquanto o suporte nativo chega ao editor nas próximas semanas. Já o Visual Studio ativa o TypeScript 7 de forma automática conforme o espaço de trabalho.

Vale destacar que a base ganhou solidez. A Microsoft afirma que o novo servidor de linguagem reduziu comandos com falha em mais de 80 por cento. Além disso, as quedas do servidor caíram mais de 60 por cento. Portanto, a estabilidade acompanha a velocidade.

Em resumo, o cenário favorece a adoção rápida em projetos de TypeScript puro. Contudo, se você depende de Vue, Svelte, Astro ou de templates do Angular, mantenha o TypeScript 6 por perto. De todo modo, o recado principal fica claro. O TypeScript 7 devolve minutos preciosos a cada compilação, e esses minutos somam horas ao longo da sua semana.

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