A Internet Engineering Task Force está dando os retoques finais no HTTP/2, a segunda versão do Hypertext Transport Protocol (HTTP). O grupo liberou um último rascunho e pede que os interessados mostrem suas preocupações antes de torná-lo uma especificação completa.
Entretanto, nem todos estão satisfeitos com o que viram do novo protocolo. “Há muita coisa boa no padrão proposto, mas tenho profundas reservas sobre aspectos ruins e feios do protocolo”, escreveu Greg Wilkins, desenvolvedor líder do Jetty, software open source de servidor.
Por outro lado, outros elogiaram o HTTP/2, reservando as críticas para o atraso da liberação da norma. “Muitos de nossos usuários estão testando o protocolo”, disse Owen Garrett, diretor de produtos da Nginx. “O feedback, geralmente, é de grandes benefícios de desempenho”.
A versão 2.0 do HTTP é amplamente baseada no protocolo SPDY, desenvolvido pelo Google, e vem com a promessa de melhorar o uso da web. “O desafio com o HTTP é que ele é um protocolo muito simples, e pode ser muito trabalhoso baixar todos os recursos necessários para renderizar uma página”. O SPDY corrige isso”, afirmou Garrett.
Enquanto a primeira geração de sites era muito simples e relativamente pequena, com documentos estáticos, a web hoje é usada como uma plataforma para a entrega de aplicativos e conteúdo multimídia em tempo real.
Assim, o HTTP/2 acelera o HTTP básico de várias maneiras. Ele permite que os servidores enviem todos os elementos diferentes de uma página solicitada de uma só vez, eliminando os conjuntos de mensagens que precisam ser trocados no HTTP simples. Além disso, ele possibilita que o servidor e o navegador comprimam o HTTP, o que reduz a quantidade de dados necessária para a comunicação entre os dois.
Como resultado, “o novo protocolo é realmente útil para organizações com páginas sofisticadas, principalmente quando os usuários estão distribuídos globalmente ou utilizando redes mais lentas, como usuários mobile”, esclareceu Garrett.
Embora esteja entusiasmado com o protocolo, Wilkins tem algumas preocupações. Entre elas está o fato de o HTTP/2 poder dificultar a incorporação de novos protocolos web, principalmente o de comunicações Websocket.
Segundo ele, o novo protocolo dilui o que antes eram duas camadas do HTTP ‒ a semântica, que descreve a funcionalidade, e a camada de estrutura, que é o esquema da mensagem. Além disso, o protocolo torna possível ocultar conteúdo, incluindo o malicioso, dentro de cabeçalhos, contornando os firewalls atuais.
Com informações de PCWorld


