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26 jun, 2026

OpenAI adia IPO bilionário e coloca o Codex no centro da disputa

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OpenAI mudou de planos e agora avalia adiar sua oferta pública inicial de ações para 2027. A informação foi revelada por três pessoas envolvidas nas deliberações da empresa. Para o mercado financeiro, isso representa uma reviravolta. Para quem desenvolve software, no entanto, o ponto mais interessante aparece em outro lugar. Ele surge na estratégia que a criadora do ChatGPT montou para disputar a atenção dos desenvolvedores.

Por que a OpenAI pisou no freio

Inicialmente, a empresa contratou banqueiros e advogados para abrir capital ainda em 2026. Além disso, Sam Altman pressionou os assessores em busca de uma avaliação de US$ 1 trilhão. Esse valor ficaria acima dos US$ 730 bilhões da última rodada privada. Recentemente, porém, uma sequência de acontecimentos esfriou esse otimismo. Por isso, os executivos recuaram das metas mais agressivas.

O fantasma da SpaceX por trás da cautela

No topo das preocupações está o que aconteceu com a SpaceX. A empresa de Elon Musk realizou o maior IPO da história neste mês. Assim, ela levantou mais de US$ 85 bilhões e atingiu uma avaliação de US$ 1,77 trilhão na estreia. Desde então, contudo, as ações entraram em queda. Elas fecharam quinta-feira a US$ 153, depois de chegarem a US$ 202 na semana anterior. Diante disso, os assessores da OpenAI passaram a alertar sobre o baixo entusiasmo do varejo.

Codex no centro da estratégia para devs

Enquanto discute a bolsa, a OpenAI acelera no produto que importa para os devs. O Codex, sua ferramenta de programação, virou prioridade clara. Atualmente, mais de 5 milhões de pessoas usam o Codex toda semana, segundo a empresa. Para sustentar esse ritmo, a companhia montou uma equipe comercial dedicada. Dessa forma, ela pretende levar o Codex para clientes corporativos de maior porte. Ou seja, a aposta mira diretamente no fluxo de trabalho de quem escreve código.

A corrida contra Anthropic e Google

A pressão competitiva ajuda a explicar esse movimento. A Anthropic, por exemplo, vendeu muito bem o Claude Code para empresas. Ao mesmo tempo, o Gemini ganhou popularidade entre os usuários do Google. Por isso, a OpenAI precisa reagir em duas frentes. Primeiro, ela reforça o apelo corporativo do Codex. Em seguida, ela busca novas fontes de receita para sustentar os investimentos.

Receita em alta e gastos em ritmo acelerado

Os números mostram um crescimento expressivo. A OpenAI registrou cerca de US$ 13 bilhões em receita em 2025. Além disso, a empresa espera triplicar esse valor neste ano. Atualmente, segundo a companhia, a receita mensal gira em torno de US$ 2 bilhões. No entanto, os gastos seguem em ritmo acelerado. A empresa despeja recursos em data centers, marketing e contratação de engenheiros vindos de Meta e Google.

O que muda para quem desenvolve com a OpenAI

Para o desenvolvedor, esse cenário traz sinais práticos. Primeiramente, a OpenAI deve investir ainda mais no Codex e no ecossistema corporativo. Além disso, a empresa testa anúncios no ChatGPT e acordos de comércio eletrônico com Shopify e Stripe. Dessa forma, ela tenta diversificar a receita sem depender apenas das assinaturas. Por fim, a recente contratação de Noam Shazeer, um dos autores da arquitetura transformer, reforça o foco em pesquisa de ponta. Assim, mesmo sem o IPO imediato, a empresa sinaliza que pretende manter o ritmo da disputa.

OpenAI entre a bolsa e o código

No fim, a decisão sobre o IPO revela uma escolha de prioridades. A empresa prefere fortalecer a base financeira antes de encarar Wall Street. Enquanto isso, ela concentra energia onde o desenvolvedor sente o impacto direto. Portanto, vale acompanhar de perto cada passo do Codex nos próximos meses.

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