Em parceria com a empresa de tecnologia de renderização gráfica Otoy, a Fundação Mozilla desenvolveu um codec de vídeo, escrito com JavaScript e WebGL, que eliminaria a necessidade do uso de plugins para visualizar o vídeo em um navegador.
Chamado de ORBX.js, o codec também pode ser usado para renderizar aplicações remotas em um navegador e vem com uma tecnologia de marca d’água, que também eliminaria a necessidade de adicionar gerenciamento de direitos digitais (DRM) para o conteúdo.
De acordo com Jules Urbach, fundador e CEO da Otoy, o ORBX.js vai permitir que o vídeo seja tratado inteiramente pelo browser. Assim, produtores de conteúdo de vídeo não teriam mais que se preocupar com a formatação para um codec específico, como H.264 ou VP8 do Google – nenhum deles é suportado por todos os navegadores. “Isso significa que o vídeo pode ser tratado inteiramente em JavaScript e não exigirá um ou outro codec para ser suportado. E isso é um grande salto para a Web aberta”, afirmou Urbach.
Em sua missão de continuar a construir ferramentas para uma Web aberta, a Mozilla manteve um interesse em não depender de qualquer tecnologia de navegador patenteada, proprietária ou que requer licenciamento.
A empresa tentou implementar o H.264 inteiramente em JavaScript, mas a equipe de desenvolvimento para essa biblioteca JavaScript, Broadway.js, achou o H.264 difícil de implementar de forma eficiente.
Por sua vez, o ORBX.js funciona com ambos vídeos ao vivo – onde pode transcodificar o vídeo em tempo real para coincidir com as limitações de largura de banda específicas do usuário – e transcodificação offline de vídeos. “Isso realmente pode ser feito à medida que os usuários solicitarem ver o vídeo ou fazer o download dele”, disse Urbach.
Segundo a Mozilla, o codec também pode ser usado para virtualizar qualquer aplicação escrita para Windows, Linux ou Mac OS X, para que possa ser transmitido por qualquer navegador com HTML5 habilitado – incluindo aqueles que rodam em dispositivos móveis.
O projeto demonstrou que o software para design 3ds Max da Autodesk, o Adobe Photoshop CS 6, e o serviço de jogos para PC da Valve podem ser executados inteiramente através de HTML5 em todos os principais navegadores, usando apenas o JavaScript.
A tecnologia pode também oferecer uma maneira para que os proprietários de conteúdo controlem o uso de seus produtos sem DRM, disse Urbach. O ORBX.js pode incluir uma marca d’água nos arquivos digitais para que os provedores de conteúdo possam rastrear quem está fazendo cópias de seu material. Os usuários se beneficiariam de desempenho mais rápido, devido à carga computacional mais leve que elimina a sobrecarga de executar DRM.
Com informações de PC World


