Meta e fake news: 38% dos brasileiros consideram migrar de rede social com o fim da verificação de fatos
Meta e fake news | Em 7 de janeiro, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim da verificação de fatos por agências especializadas nas plataformas da

Em 7 de janeiro, o dono da Meta, Mark Zuckerberg, anunciou o fim da verificação de fatos↳Leia tambémVerificação de fatos: especialista da NordVPN analisa impactos da mudança nas redes da MetaAI · jan 2025 por agências especializadas nas plataformas da empresa, que inclui WhatsApp, Facebook e Instagram, substituindo a política por ‘Notas de Comunidade’ nos próximos meses.
Para entender a percepção dos brasileiros sobre as novas diretrizes, a Sherlock Communications realizou uma pesquisa que registrou as experiências dos usuários com notícias falsas e outros abusos nas plataformas de mídia social.
A grande maioria dos brasileiros entrevistados (87%) diz que deveria ser um requisito legal para a Meta ‘remover conteúdo, desativar contas e trabalhar com as autoridades policiais quando eles acreditam que há um risco real de danos físicos ou ameaças diretas à segurança pública.’ *
Meta e fake news
Embora o fact-checking ainda esteja ativo na América Latina, os resultados evidenciam o impacto da desinformação e seu reflexo no comportamento dos usuários. No Brasil, o STF (Supremo Tribunal Federal) acompanha de perto as mudanças e debate a responsabilidade das plataformas sobre o conteúdo publicado.
A pesquisa revelou que, no Brasil, mais da metade dos participantes (54%) afirmou já ter visto notícias falsas nas plataformas da Meta e cerca de um terço (29%) chegou a acreditar no conteúdo antes de descobrir que se tratava de desinformação.
Além disso, quase metade (46%) dos usuários brasileiros afirmam que evitam interagir, comentar, compartilhar e curtir postagens que contenham conteúdo falso; 35% reportam o post para os moderadores da plataforma, e 15% adicionam comentários públicos alertando que o conteúdo é falso.
Para checagem dos fatos, 57% recorrem a buscas na internet, enquanto 53% consultam veículos de notícias confiáveis. No entanto, 33% leem os comentários para avaliar a veracidade da postagem.
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Fora do ecossistema da Meta, os aplicativos mais utilizados pelos brasileiros são YouTube (91%), TikTok (60%) e Telegram (48%). Já entre as plataformas da Meta, o WhatsApp é o app mais utilizado, com 80% dos usuários acessando-o pelo menos uma vez por hora, seguido do Instagram (54%) e do Facebook (27%) na mesma frequência.
Apesar da forte presença da Meta, 38% dos usuários consideram migrar para outra plataforma caso a empresa suspenda realmente a verificação de fatos no país, enquanto 43% afirmam que permaneceriam.
A tendência de migração para outras plataformas com a suspensão do fact-checking também se mostra forte em outros países da América Latina. O Peru lidera, com 53% dos entrevistados considerando a mudança, seguido por México (48%), Colômbia (46%), Chile (45%) e Argentina (43%).
“De acordo com esta pesquisa, a decisão da Meta em encerrar a verificação de fatos nos EUA não seria tão popular com seus usuários na América Latina. As grandes companhias de tecnologia devem estar cientes de como a introdução de mudanças como essa afetam suas reputações na América Latina, influenciando não só sua credibilidade mas também a adoção da plataforma e o engajamento do usuário em toda a região”, afirma Patrick O’Neill, sócio-gerente da Sherlock Communications.
Outros dados da pesquisa
- O Brasil lidera o uso diário de Instagram (85%), WhatsApp (96%) e Threads (22%), em relação a outros países na América Latina.
- Mais de 40% dos brasileiros entrevistados já se depararam com discurso de ódio (comentários ofensivos relacionados à raça, etnia, religião, gênero e outros) nas plataformas da Meta.
- Em relação às denúncias, 22% dos brasileiros entrevistados disseram já ter denunciado e ficaram satisfeitos com a resposta, 19% já denunciaram e não obtiveram uma resposta satisfatória e 12% afirmaram que foram ignorados pela plataforma.
Metodologia
A pesquisa foi conduzida pela Broadminded, a unidade de pesquisa da Sherlock Communications, e leva em conta a resposta anônima de 3222 pessoas na América Latina, sendo da Argentina (455), Brasil (635), Chile (411), Colômbia (428), Peru (658) e México (635), obtidas em janeiro de 2025 por meio de um questionário online.
- *O trecho: ‘remover conteúdo, desativar contas e trabalhar com as autoridades policiais quando eles acreditam que há um risco real de danos físicos ou ameaças diretos à segurança pública.’, citado no início do conteúdo, foi retirado do site da Meta para elaboração da pesquisa.
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Redação iMasters





