Empreendedores por trás de algumas das maiores empresas de tecnologia financeira do país se uniram para criar uma iniciativa voltada a destravar o crescimento de pequenas e médias empresas brasileiras, com foco no uso de tecnologia e inteligência artificial como ferramenta de escala.
Guilherme Benchimol, fundador da XP, André Street, um dos criadores da Stone, e David Vélez, CEO do Nubank, lançaram o Instituto B55, organização sem fins lucrativos que pretende apoiar empresas já operacionais, mas que enfrentam dificuldades para crescer de forma estruturada em um ambiente cada vez mais orientado por dados e automação.
A proposta do instituto é atuar sobre gargalos comuns das PMEs, como baixa produtividade, dificuldades de gestão e limitações no uso de tecnologia. A iniciativa aposta na aplicação prática de ferramentas digitais, incluindo soluções baseadas em inteligência artificial, para melhorar processos, tomada de decisão e eficiência operacional.
O primeiro programa do B55 será apresentado em março, com início das atividades previsto para abril. A expectativa é atender empresas que já têm faturamento recorrente, mas não conseguem avançar para um novo patamar de crescimento, muitas vezes por falta de acesso a conhecimento aplicado e a redes qualificadas de mentoria.
De acordo com os idealizadores, grande parte das PMEs brasileiras permanece estagnada mesmo após superar a fase inicial do negócio. O diagnóstico é que a ausência de métodos de gestão apoiados por tecnologia e análise de dados impede que essas empresas acompanhem a transformação digital em curso no mercado.
O instituto pretende reunir empreendedores experientes, executivos e especialistas para atuar como mentores, oferecendo programas de capacitação focados em execução, uso estratégico de dados e adoção de tecnologias emergentes. A inteligência artificial aparece como um dos instrumentos centrais para ampliar escala sem crescimento proporcional de custos.
O nome B55 faz referência à base empresarial brasileira e ao código internacional do país, em uma sinalização de que a iniciativa busca preparar empresas locais para competir em um cenário cada vez mais global e tecnológico.
A criação do instituto ocorre em um momento em que a inteligência artificial passa a ser vista não apenas como diferencial competitivo, mas como condição básica para sobrevivência de empresas em diversos setores da economia.


