A Justiça dos Estados Unidos pede que Lori Drew seja condenada a três anos de prisão pelo caso de cyberbullying que resultou na morte da adolescente Megan Meier, de 13 anos, em 2006. A jovem cometeu suicídio após se envolver pelo MySpace com um perfil falso de um garoto criado por Lori com ajuda de sua filha e de uma assistente.
O assistente da promotoria, Mark Krause, disse que Drew “friamente concebeu um esquema para humilhar” a garota. No julgamento anterior, Drew havia sido absolvida do crime de conspiração. Considerada culpada de três delitos menores por acesso a computadores, havia sido recomendada a sentença a um ano de liberdade condicional e multa de US$ 5 mil.
“Tanto a insensibilidade da conduta criminal da acusada quanto o dano extraordinário que causou obrigam a uma sentença mais severa que a liberdade condicional”,- afirmou Krause.
Além dos três anos de prisão, Lori Drew pode ter de pagar multa de US$ 300 mil. A sentença deve sair no dia 18 deste mês.
O caso
De acordo com o processo, Drew e sua assistente, Ashley Grills, teriam criado um perfil falso no MySpace para convencer a adolescente Megan Meier de que estava conversando com um garoto de 16 anos chamado Josh Evans. O falso rapaz dizia amar Meier. Depois, começou a enviar mensagens cruéis para a menina.
A mãe de Megan, Tina Meier, revelou que a menina era tratada por depressão e déficit de atenção. Ela mesma já orientara Megan a não envolver-se em relacionamentos online.
Ao receber do suposto garoto do MySpace o recado “o mundo seria um lugar melhor sem você”, no dia 16 de outubro de 2006, a garota se suicidou. Tina subiu até o quarto da filha e a encontrou enforcada com um cinto no preso ao guarda-roupa.
Drew não foi diretamente acusada de causar a morte de Megan. O caso é considerado o primeiro julgamento por intimidação cibernética nos Estados Unidos.


