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26 jun, 2026

Google Play separa taxas de serviço e cobrança e muda a conta dos devs

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O Google Play vai dividir taxa de serviço e taxa de cobrança em três mercados. A novidade vale para Estados Unidos, Reino Unido e Espaço Econômico Europeu. Além disso, ela entra em vigor já em 30 de junho de 2026. Ou seja, o tempo para ajustar o faturamento dos apps ficou curto. Neste artigo, você entende cada faixa de taxa e cada prazo de rollout.

Duas taxas no lugar de uma redesenham o cálculo do faturamento

O Google Play agora trabalha com duas taxas distintas. A primeira cobre o serviço da plataforma. A segunda cobre o processamento do pagamento. Dessa forma, o cálculo do faturamento passa a isolar cada parcela. Antes, esses valores vinham somados em uma única cobrança. Agora, o desenvolvedor enxerga cada peça da conta. Além disso, surge a opção de rotear o pagamento para fora. Você pode usar gateways alternativos ou levar o usuário para um domínio externo. Por isso, a escolha do meio de cobrança vira decisão estratégica.

Instalações novas e antigas definem quanto você paga

A nova regra divide os usuários em duas categorias. Primeiro, vêm as instalações novas. Elas reúnem quem instalou o app ou atualizou pela primeira vez a partir da data de lançamento do novo modelo no mercado. Depois, vêm as instalações antigas. Elas reúnem quem instalou ou atualizou antes dessa data. Portanto, a data da primeira instalação define a faixa de taxa. Em outras palavras, dois usuários do mesmo app podem gerar taxas diferentes. Por isso, o controle dessa informação vira parte do seu modelo financeiro.

As faixas de taxa que todo dev precisa decorar

A taxa base de serviço fica em 10% sobre o primeiro US$ 1 milhão de receita anual. Essa faixa também vale para todas as assinaturas com renovação automática. Aqui, o volume total de receita mantém esse mesmo percentual. Acima de US$ 1 milhão, a conta cresce. Nas transações padrão, a taxa sobe para 20% nas instalações novas. Já nas instalações antigas, ela chega a 25%. Contudo, existe uma saída. Ao usar links externos para a transação, a taxa nas instalações antigas cai para 20%.

Cobrança nativa custa 5% a mais e os links externos viram alívio

A cobrança nativa do Google Play tem um custo extra. Nos três mercados, ela soma 5% de taxa de processamento. Ou seja, quem usa o billing padrão paga essa parcela adicional. No entanto, esse percentual some em outros cenários. Transações por sistemas de cobrança alternativos ficam livres dos 5%. Da mesma forma, transações por links externos também escapam dessa taxa. Portanto, o meio de pagamento define o custo final da operação.

Games Level Up e Apps Experience cortam a taxa de quem se qualifica

O Google Play também lança dois programas de incentivo. O primeiro renova o Games Level Up. O segundo estreia como Apps Experience. Ambos oferecem tabelas de taxa reduzidas para participantes qualificados. Para entrar, o app precisa cumprir requisitos de desempenho e de experiência. Nesses programas, a taxa padrão acima de US$ 1 milhão cai para 15% nas instalações novas. Nas instalações antigas, ela fica em 20% com billing padrão. Já com links externos, ela cai para 15%. As tabelas oficiais ficam disponíveis em 30 de setembro de 2026.

O calendário de rollout vai da Europa ao restante do mundo

A virada acontece em etapas, mercado por mercado. Primeiro, EEA, Reino Unido e Estados Unidos recebem as novas opções e taxas em 30 de junho de 2026. Em seguida, a Austrália entra em 30 de setembro de 2026. Nessa mesma data, os programas Games Level Up e Apps Experience chegam a Austrália, EEA, Reino Unido e Estados Unidos. Depois, Japão e Coreia do Sul recebem as mudanças em 31 de dezembro de 2026. Por fim, os demais mercados globais completam o rollout em 30 de setembro de 2027.

O que fazer agora com o faturamento do seu app

A mudança no Google Play pede ação rápida do time de produto. Primeiro, mapeie sua base entre instalações novas e antigas. Depois, simule o custo em cada meio de cobrança. Assim, você compara billing nativo, sistema alternativo e link externo. Além disso, avalie se o seu app se qualifica para os novos programas. Por fim, ajuste o modelo financeiro antes de cada data de rollout. Dessa forma, você protege a margem e aproveita as novas regras a seu favor.