De acordo com pesquisa da IDC, encomendada pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), a indústria brasileira de TI movimentou US$ 61,6 bilhões (R$ 135 bilhões) em 2013. O número representa um crescimento de 15% em relação ao ano anterior e coloca o setor brasileiro como o sétimo maior no mundo.
Se considerados apenas os investimentos em Software e Serviços de TI, o segmento totalizou US$ 25,1 bilhões (R$ 55,4 bilhões) no ano passado, representando crescimento de 10,1% sobre 2012.
O levantamento também apresentou a concentração regional dos investimentos em TI no país. Levando-se em consideração apenas o segmento de software, a região sudeste reuniu o maior volume de recursos em 2013, com 64,6% de participação. O norte do país foi o que menos investiu no setor, com o percentual de 2,2%; o nordeste registrou 8,6%; o sul, 13,4% e o centro-oeste, 11,03%.
No setor de serviços, o sudeste do Brasil também foi a região com o maior volume de investimentos, com participação de 63,1%, seguido da região centro-oeste (13,7%), sul (12,4%), nordeste (8,5%) e norte (2,1%).
A pesquisa mostrou que o mercado brasileiro de software e serviços é liderado por micro e pequenas empresas, com participação de 43,9% e 49,6%, respectivamente. Os negócios de médio porte têm representação de 5,2% e as grandes apenas 1,3%.
No ano passado, o segmento de aplicativos manteve a liderança com participação de 43,5% dos softwares desenvolvidos. Ambientes de desenvolvimento representaram 31,5%, infraestrutura 23,1% e software para exportação, apenas 1,9%.
Em níveis globais, foram investidos mundialmente US$ 2,05 trilhões em TI em 2013. Os Estados Unidos mantiveram a liderança, com US$ 659 bilhões investidos. Comparando apenas os investimentos entre os países da América Latina, o Brasil foi o que mais apostou no mercado de TI, representando 47,4% de todo o montante aplicado em TI da região.
Para Jorge Sukarie, analista da IDC, as tendências no setor apontam para o crescimento nos investimentos em cloud compunting e em Big Data, com direcionamento à qualificação profissional. Segundo o estudo, 40% das empresas vão apostar, este ano, em dispositivos pessoais (a tendência BYOD) como estratégia integral de mobilidade.
Com informações de Olhar Digital


