Estudo mostra que web está cheia de bibliotecas JavaScript desatualizadas e vulneráveis
Estudo da Northeastern University descobriu que, de 133 mil sites, 37% deles têm pelo menos uma biblioteca JavaScript com vulnerabilidade de segurança.

Um estudo recente, realizado pelo grupo de pesquisa da Northeastern University, descobriu que, de uma amostra com 133 mil sites, 37% deles têm pelo menos uma biblioteca JavaScript com vulnerabilidade de segurança, e quase 10% têm pelo menos duas.
Entre os 75 mil sites mais populares do mundo, segundo o ranking do Alexa, o jQuery é a biblioteca mais comum, com 84,5% de participação nas páginas. Desse total, 36,7% usam uma versão vulnerável. No Angular, esse índice é de 40,1%; com Handlebars, ele salta para 86,6% e, com YUI, chega a 87,3%. De acordo com o levantamento, 26% dos top 500 sites do Alexa utilizam bibliotecas vulneráveis.
[awprm urls=https://imasters.com.br/noticia/disponibilidade-geral-das-apis-visio-javascript-e-anunciada/,https://imasters.com.br/front-end/javascript/processamento-de-imagens-em-javascript/]
Os pesquisadores construíram um catálogo de todas as versões de 72 bibliotecas de código aberto populares e identificaram quais eram usadas pelos sites analisados. Além disso, eles criaram uma extensão do Chrome para criar a árvore de causalidade de um site, útil para mostrar por que uma determinada biblioteca foi importada. O estudo analisou mais de 133 mil sites, incluindo os top 75 mil do Alexa e outros 75 mil, escolhidos aleatoriamente a partir do domínio. Essa seleção ajudou a comparar sites de alto tráfego com outros menos populares, mas que registraram resultados substancialmente semelhantes.
Outras descobertas do estudo incluem:
- Os sites tendem a usar versões desatualizadas de bibliotecas de terceiros, com o intervalo mediano entre a versão usada de uma biblioteca e a mais recente sendo 1.177 dias (mais de três anos) no Alexa.
- Muitas vezes, a inclusão de bibliotecas vulneráveis se deve a componentes externos, como propaganda, rastreamento ou widgets de mídia social.
- Um fator de risco adicional vem de inclusões duplicadas de uma biblioteca, que pode dar lugar a um comportamento não determinista em relação à vulnerabilidade.
A pesquisa conclui que esse estado de coisas não é fácil de remediar, devido à falta de correções de segurança compatíveis com versões anteriores para bibliotecas populares e ao modo como o ecossistema JavaScript está organizado – sem bases de dados de vulnerabilidades confiáveis, sem segurança em listas de e-mail mantidas por fornecedores de bibliotecas, poucos detalhes sobre problemas de segurança em release notes e, muitas vezes, é difícil determinar quais versões de uma biblioteca são afetadas por uma vulnerabilidade específica relatada.
Ainda assim, para o site InfoQ, esse estudo parece ser o primeiro passo na direção certa e vale a pena ser lido por todos os desenvolvedores interessados no desenvolvimento do JavaScript.







