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11 jun, 2026

Endava aposta em agentes de IA para desenvolvimento de software

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A Endava não distribuiu ferramentas de IA para os times. Em vez disso, construiu uma arquitetura inteira de agentes especializados. Cada agente assume responsabilidade total por uma etapa específica do processo de entrega de software.

No centro da iniciativa está uma plataforma unificada. Ela conecta o ChatGPT Enterprise aos modelos Codex da OpenAI. Portanto, não é um copiloto de código, é uma rede orquestrada.

Um agente para cada função: por que isso importa para o dev

A divisão é cirúrgica. Um agente transforma requisitos de negócio em histórias de usuário. Outro gera lógica padrão, roda testes unitários e escreve documentação. Além disso, um terceiro age como revisor silencioso, analisa pull requests antes que qualquer engenheiro humano abra o arquivo.

Portanto, o fluxo avança sem gargalos manuais. Cada agente entra no pipeline no momento exato em que é necessário.

Biblioteca modular: o dev monta o fluxo, a IA executa

A Endava está construindo uma biblioteca de agentes reutilizáveis. Assim, cada time monta o fluxo sob medida para o projeto em questão.

Em uma aplicação web, o pipeline conecta agentes de front-end, testes de API e conformidade de acessibilidade. Por outro lado, um time de dados monta uma sequência diferente, voltada para pipelines, validação de esquema e performance.

Consequentemente, o sistema se adapta a qualquer contexto. Os assistentes genéricos e rígidos ficam para trás.

O dev não some, mas o trabalho muda radicalmente

Com agentes cuidando de escrita, testes e documentação básica, o foco humano muda. O engenheiro define o problema, escolhe o fluxo e valida o resultado.

Portanto, pensamento sistêmico vira a habilidade mais valiosa. Saber orquestrar agentes autônomos pesa mais do que velocidade de digitação.

Treinar a equipe para pensar em agentes, não em tarefas

Colocar a plataforma no ar exige mudança de mentalidade. Por isso, a Endava investe em programas de treinamento que ensinam os times a raciocinar dentro de um framework de agentes.

Os engenheiros são incentivados a mapear oportunidades de automação continuamente. Além disso, eles contribuem com novos agentes para a biblioteca interna.

Guardrails: sem eles, nenhum cliente assina embaixo

Todo código gerado por máquina passa por varredura automatizada. Ainda assim, componentes críticos exigem aprovação humana final.

Da mesma forma, políticas de dados garantem que informações proprietárias não alimentem modelos públicos inadvertidamente. Esses controles não são opcionais, são a base da confiança.

Pipeline completo sob controle da IA: o que muda no mercado

Anteriormente, o uso empresarial de IA focava em auto-completar linhas e gerar funções simples. Agora, a automação cobre o ciclo inteiro.

Em outras palavras, a IA deixa de ser ferramenta de desenvolvedor e passa a ser o alicerce operacional. O valor real não está em produzir código mais rápido, está em reimaginar os processos que trazem o software à vida.