O cenário da cibersegurança no Brasil atingiu um novo patamar de criticidade em 2025. Segundo o relatório anual Cost of a Data Breach (CODB) da IBM, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Segurança, Proteção e Privacidade de Dados (IBRASPD), o custo médio de uma violação de dados no país chegou a R$ 7,19 milhões. O montante reflete uma alta de 6,5% em comparação ao ano anterior, evidenciando que a sofisticação dos ataques está superando o ritmo de investimento em defesa de muitas organizações nacionais.
Vazamentos de Dados
A conta não é dividida de forma igualitária entre as indústrias. O setor de Saúde continua sendo o alvo mais oneroso, com prejuízos médios de R$ 11,43 milhões por incidente, seguido de perto pelas Finanças (R$ 8,92 milhões) e pelo setor de Serviços (R$ 8,51 milhões). A natureza sensível dos dados manipulados por essas áreas explica o alto valor, que envolve desde multas regulatórias até a perda de confiança do consumidor e custos de remediação.
As ameaças às redes corporativas evoluem em complexidade, tendo o ransomware e o phishing como protagonistas de incidentes que paralisam operações e destroem reputações. Segundo o relatório Verizon Data Breach Investigations Report 2024 (DBIR) revela a eficiência letal do cibercrime: o intervalo entre o clique em um link falso e o comprometimento de dados sensíveis é de apenas 60 segundos. Através da engenharia social e do sequestro de arquivos, invasores exploram vulnerabilidades técnicas e falhas humanas, tornando a conscientização de usuários tão vital quanto as barreiras digitais.
Diante do avanço dos prejuízos financeiros e da sofisticação dos ataques cibernéticos, empresas são pressionadas a abandonar uma postura reativa e adotar estratégias de segurança mais robustas. A proteção de dados passa a ser tratada como um investimento essencial à continuidade dos negócios.
Medidas prioritárias
Para enfrentar o aumento das ameaças e reduzir vulnerabilidades críticas, a Clavis Segurança da Informação destaca medidas prioritárias, com foco no SOC (Security Operations Center), voltadas à proteção do ambiente digital corporativo.
Treinamento de Colaboradores: A capacitação contínua transforma o elo mais fraco em defesa ativa, reduzindo drasticamente a eficácia de ataques de phishing e engenharia social.
Controle de Identidade: A adoção de Autenticação Multifator (MFA) é a barreira mais eficiente para impedir que credenciais roubadas permitam o acesso indevido a dados sensíveis.
Monitoramento e Auditoria: O acompanhamento em tempo real permite detectar anomalias rapidamente, enquanto auditorias frequentes corrigem vulnerabilidades antes que sejam exploradas por criminosos.
Automação de Segurança: O uso de ferramentas automatizadas acelera a resposta a incidentes e reduz a janela de exposição de falhas críticas, que pode superar 55 dias.
Backup e Recuperação: Manter cópias de segurança isoladas e planos de recuperação testados garante a continuidade do negócio e protege a empresa contra extorsões digitais.
A segurança de redes corporativas consolida-se como um pilar indispensável para a estabilidade e o crescimento sustentável no mercado brasileiro. Com ameaças cada vez mais ágeis e onerosas, investir em um ecossistema que integre soluções tecnológicas, processos automatizados e conscientização humana deixa de ser uma demanda técnica para se tornar um diferencial competitivo.


