IoT e Makers

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Com as complexidades da Cloud, falhas de IoT devem afetar 64% dos usuários, alerta Dynatrace

27 ago, 2018
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Em todo o mundo, 52% de usuários de tecnologia utilizam dispositivos de Internet das Coisas (IoT), mas 64% desse universo já enfrentaram dificuldades de performance, de acordo com uma pesquisa global com 10 mil consumidores encomendada pela Dynatrace, empresa líder mundial em inteligência de software. Em média, usuários vivenciam problemas de performance digital 1.5 todos os dias e 62% dos entrevistados temem que a quantidade e frequência dos problemas aumente devido ao crescimento da IoT.

Para organizações que desenvolvem estratégias voltadas para IoT, esses resultados indicam uma necessidade crítica para dominar duas situações. Primeiramente, a progressiva complexidade de TI, graças a novas tecnologias de Cloud, microsserviços e a pressão para inovar rapidamente. Em segundo lugar, há a necessidade de adotar estratégias bem planejadas para o monitoramento e performance de IoT e garantir a entrega de aplicações sólidas e uma experiência digital de excelente padrão.

O estudo da Dynatrace “Relatório de confiança do consumidor de IoT: Mudanças no horizonte para o monitoramento de Cloud corporativa” pode ser acessado aqui.

Dave Anderson, especialista em performance digital, apresenta considerações e as mudanças que esse novo cenário apresenta para as organizações. “A cadeia de entrega por trás de cada dispositivo conectado é extremamente complexa. Companhias já estão tendo dificuldades com a complexidade da Cloud, mas, no caso de IoT, isso é amplificado para sensores, massas de dados novos e dinâmicas cargas de trabalho em Contêineres.

Consumidores já estão reportando problemas com tudo; aplicações médicas, medidores inteligentes, travas de automóveis, assistentes virtuais pessoais, termostatos e refrigeradores inteligentes. Contudo, ainda não presenciamos a era da IoT decolando rumo ao seu completo potencial – está apenas começando. É imperativo para companhias encontrar meios para processar, analisar e gerenciar a cadeia de entregas da IoT holisticamente e com insights robustos, para que seja possível saber exatamente o que está acontecendo e aonde questões estão surgindo, em tempo real. Essa não é uma tarefa fácil.”

IoT a caminho

As falhas em performance digital já vivenciadas por consumidores com a tecnologia do dia a dia estão potencialmente os distanciando de outros usos da IoT. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados afirmam se preocupar com o possível mal funcionamento de carros auto-dirigíveis – que pode resultar em colisões em alta velocidade.

Mais receosos ainda, 72% dos consultados temem que falhas envolvendo carros auto-dirigíveis provoquem ferimentos fatais. Além disso, 84% dos consumidores dizem que não utilizariam um veículo auto-dirigível por causa do receio com panes.

“A realidade é que falhas de IoT podem ser fatais. Consumidores estão compreensivelmente preocupados e é por isso que será importante as indústrias demonstrarem que estão adotando novas e robustas abordagens para garantir que sistemas não comprometam nossa segurança”, acrescenta Anderson.

A parte de carros auto-dirigíveis, 86% dos consumidores se mostram receosos com possíveis falhas de travas digitais que possam vir a deixa-los trancados do lado de fora de seus veículos, enquanto 67% preveem sérios danos nas vias devido a problemas de performance relacionados a semáforos inteligentes das cidades.

IoT na área da saúde

Receios sobre o desempenho de dispositivos de IoT também foram confirmados entre consumidores consultados sobre saúde, área na qual questões relacionadas a software são fonte de muitas preocupações. Dos consultados, 62% afirmam que não confiariam no uso de IoT para administrar medicamentos. A desconfiança é ainda maior entre pessoas com 55 anos ou mais, com uma taxa de 74%.

Há também preocupações específicas sobre a aplicação de IoT ao monitoramento de sinais vitais como frequência cardíaca e pressão sanguínea. De acordo com a pesquisa, 85% dos entrevistados demonstraram apreensão com possíveis problemas de desempenho desses tipos de dispositivos que possam comprometer dados clínicos.

IoT em residências

Assim como na indústria automotiva e no setor de saúde, casas também estão sendo transformadas por tecnologias de IoT. Fechaduras com travas inteligentes são usadas para a segurança, enquanto outros dispositivos de IoT controlam a temperatura, iluminação e o circuito de câmeras.

No entanto, a pesquisa revela que 83% dos consultados estão preocupados sobre perder o controle de suas residências por causa de problemas de performance digital. Especificamente, o levantamento apurou:

  • 73% dos consumidores temem ficar trancados, para fora ou para dentro, de suas casas devido a panes na tecnologia de sistemas inteligentes.
  • 68% dos entrevistados estão preocupados com a possibilidade de não conseguirem controlar a temperatura devido ao mal funcionamento dos dispositivos.
  • 64% dos consultados temem não serem capazes de controlar a iluminação em suas casas inteligentes por causa de falhas.
  • 81% dos consumidores estão receosos com a possibilidade de problemas técnicos com medidores inteligentes provocarem o aumento de despesas com serviços como gás, eletricidade e abastecimento de água.

Anderson conclui que “os métodos antigos de gerenciar TI e sistemas de software simplesmente não funcionam em um ambiente extremamente complexo. E a Internet das Coisas criou muitos pontos cegos e uma camada adicional de complexidade.

É por isso que antecipados e bem-sucedidos incorporadores de IoT estão adotando a visão de que Inteligência Artificial é a resposta, para ser coerente com a complexidade, mapear o ambiente completo de TI, capturar problemas imediatamente e com precisão e oferecer respostas para rápidas resoluções.

Esse é o único caminho para dominar a era de IoT, que já está acontecendo. Consumidores desejam experiências com IoT perfeitas. Domine esse novo universo de TI ou perderá a oportunidade que está sendo apresentada”.

O relatório divulgado, encomendado pela Dynatrace, é baseado em uma pesquisa online conduzida pela Opinium Research com 10.000 entrevistados (2.000 no Reino Unido; 2.000 nos Estados Unidos e 1.000 no Brasil, França, Alemanha, Austrália, Cingapura e China, respectivamente. A pesquisa inclui respostas de 4.796 homens e 5.206 mulheres agrupadas por faixa etária (18-34, 35-54 e 55+).