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4 mai, 2026

Chips sub-1nm: Apple deve estrear a tecnologia primeiro

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A corrida pelos transistores invisíveis ganhou data marcada. Segundo apuração da DigiTimes, a TSMC iniciará produção experimental de chips sub-1nm em 2029, e a Apple desponta como cliente prioritária. Ou seja, MacBooks e iPhones serão os primeiros aparelhos a receber esse processo, deixando concorrentes como Intel, NVIDIA e AMD para trás na fila.

Para desenvolvedores, isso não é apenas curiosidade de hardware. Afinal, cada salto de nó redefine o que é possível em performance, consumo energético e arquitetura de software embarcado.

A ponte para o chip sub-1nm: o nó A14 de 1,4nm chega antes, em 2028

Antes do salto definitivo, vem uma escala intermediária. A produção em massa do processo A14 (1,4nm) está prevista para 2028 e promete 30% de ganho em eficiência energética sobre a geração atual. Sem esse nó, o próximo passo simplesmente não existe.

Além disso, a TSMC usará suas instalações em Tainan (fábricas P1 a P4) para atingir o marco sub-1nm. A capacidade inicial, contudo, será modesta: cerca de 5.000 wafers por mês. Portanto, falamos de produção de testes e não de escala comercial plena.

Por que a Apple sempre chega primeiro nos novos nós?

A resposta está nos contratos. Historicamente, a Apple é a primeira cliente da TSMC em novos processos de fabricação. Aconteceu no 3nm, repetiu-se no 2nm e deve se confirmar no sub-1nm. Em outras palavras, a empresa garante exclusividade temporária e fica com os primeiros lotes de wafers.

Enquanto isso, Intel, NVIDIA e AMD entram na fila depois. A Intel, por exemplo, desenvolve seu próprio nó A14 interno para 2028. Já a Samsung prometeu produção em massa de 1nm até 2030, mas ainda corre atrás do líder taiwanês.

Adeus, silício: os novos materiais por trás dos chips sub-1nm

Reduzir a escala não é só uma questão de miniaturização. Pelo contrário, chips sub-1nm exigem materiais completamente novos, já que o silício atinge seus limites físicos nessa escala atômica.

Por esse motivo, a transição do silício para compostos como dissulfeto de molibdênio (MoS2) ou nanotubos de carbono está no centro do desenvolvimento. Esses materiais oferecem mobilidade de elétrons superior em espessuras atômicas, e isso faz toda a diferença.

O que muda na prática para quem usa o dispositivo

Para o usuário final, o impacto mais imediato aparece em três frentes:

  • Bateria com duração significativamente maior
  • Desempenho mais alto sem aumento de temperatura
  • Dispositivos mais finos, com espaço para baterias robustas e lentes de câmera de maior volume

Consequentemente, desenvolvedores de aplicativos podem repensar limites antigos. Tarefas pesadas, como inferência local de modelos de IA, deixam de ser gargalo térmico e passam a ser viáveis no edge.

A meta dos 1 trilhão de transistores até 2030 (chips)

O horizonte é ainda mais ambicioso. A TSMC pretende chegar a 1 trilhão de transistores por pacote usando empilhamento 3D de chiplets até 2030. Em designs monolíticos, a meta gira em torno de 200 bilhões de transistores.

Para efeito de comparação, o chip H100 da NVIDIA, hoje um dos maiores do mercado, tem 80 bilhões de transistores. Portanto, a próxima década promete uma multiplicação de mais de doze vezes essa densidade.

Vale destacar que essa corrida envolve não apenas TSMC e Apple. Intel, Samsung e a startup japonesa Rapidus, financiada pelo governo do Japão, também disputam o protagonismo nesse cenário.

O que esperar daqui em diante

Em resumo, 2028 e 2029 serão anos decisivos para a indústria de semicondutores. Primeiro com o A14 de 1,4nm, depois com o salto sub-1nm. E, mais uma vez, a Apple deve liderar a estreia dos novos chips antes de qualquer concorrente direto.

Para quem desenvolve software, vale começar a acompanhar essa transição desde já. Afinal, novos limites de hardware abrem novos limites de arquitetura, e quem entende a base física aproveita melhor cada geração.

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