iOS

5 mai, 2026

Apple bloqueia apps de vibe coding e startups reagem

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A Apple, agora, decidiu puxar o freio de mão. Em março de 2026, aliás, a empresa basicamente começou a bloquear atualizações na App Store. Além disso, inclusive, removeu também diversos aplicativos baseados em “vibe coding”. Ou seja, aquela prática em que, basicamente, o dev descreve o software em linguagem natural. Em seguida, então, a IA cuida do resto. Aliás, finalmente, esse modelo virou tendência.

Consequentemente, startups bilionárias entraram em rota de colisão com a gigante de Cupertino. Por exemplo, a Replit, aliás, atualmente avaliada em US$ 9 bilhões. Da mesma forma, similarmente, a Vibecode também travou. Além disso, inclusive, a Anything chegou a ser removida duas vezes do ecossistema. Ou seja, mesmo após sucessivos ajustes técnicos. Aliás, na verdade, a saga foi pública.

Para a comunidade dev, contudo, a discussão vai muito além de uma briga corporativa. De fato, na verdade, ela coloca em xeque uma das categorias que, atualmente, mais cresce na criação de software. Afinal, basicamente, é o futuro em jogo.

A diretriz 2.5.2 e o nó técnico que a Apple não quer desatar

No centro da disputa, então, basicamente, está uma regra antiga. Trata-se, aliás, da Guideline 2.5.2 da App Store. Em resumo, basicamente, ela proíbe que apps baixem ou executem código capaz de alterar funcionalidades. Ou seja, depois da instalação. Por consequência, portanto, a cláusula foi pensada para impedir softwares maliciosos. Aliás, atualmente, ainda faz sentido em muitos cenários.

Entretanto, é exatamente isso que ferramentas de vibe coding fazem por design. Por exemplo, basicamente, quando um usuário gera um app dentro do Replit. Nesse caso, então, o resultado costuma rodar como preview em uma webview embutida. Para o time de revisão da Apple, portanto, isso parece um app que vira outro app em tempo real. Ou seja, na prática, é o conflito central.

Por outro lado, os devs argumentam que, na prática, o uso é legítimo. Além disso, inclusive, dizem que a regra foi escrita em uma era pré-LLM. A Apple, por sua vez, nega aplicar a diretriz contra vibe coding. Segundo a empresa, aliás, a revisão existe para proteger privacidade e segurança. Ainda assim, contudo, o setor continua reclamando.

O que aconteceu na prática com Replit, Vibecode e Anything

Os casos concretos, então, basicamente, ajudam a entender o tamanho do problema. A seguir, portanto, basicamente, veja o que cada startup enfrentou:

  • Replit: a empresa, aliás, apoiada pela Andreessen Horowitz, teve atualizações bloqueadas. No entanto, está na App Store desde 2022. Aliás, inclusive, as funcionalidades agora contestadas já haviam sido aprovadas mais de 100 vezes pela própria Apple.
  • Vibecode: similarmente, também travou. Para liberar updates, então, a Apple sinalizou exigências. Ou seja, basicamente, o app precisaria remover a capacidade de gerar software para dispositivos Apple.
  • Anything: o caso mais dramático. Primeiramente, foi removida em 26 de março. Em seguida, então, a startup tentou ajustar o preview para abrir em navegador externo. Mesmo assim, contudo, foi rejeitada de novo. Dessa vez, aliás, sob a justificativa de “funcionalidade mínima”. Posteriormente, voltou e saiu da loja em ciclos sucessivos.

Dhruv Amin, cofundador da Anything, então, resumiu o sentimento do setor. Segundo ele, aliás, em entrevista ao Financial Times, o time está “no escuro”. Além disso, inclusive, defende que a Apple precisa parar de aplicar a regra dessa forma. Caso contrário, então, deveria atualizar a diretriz para acomodar o novo caso de uso.

Por que a Apple tem motivos próprios para apertar o controle

Aqui, então, basicamente, é onde a história fica mais interessante. Em primeiro lugar, basicamente, há camadas estratégicas evidentes por trás do movimento. Embora a justificativa oficial seja segurança, contudo, o cenário é mais complexo. Afinal, na prática, o vibe coding compete diretamente com o Xcode. Ou seja, basicamente, o ambiente nativo de desenvolvimento da Apple. Aliás, atualmente, é o produto-chave da empresa para devs.

Curiosamente, em fevereiro, ocorreu um movimento revelador. Poucas semanas depois de bloquear updates do Replit, aliás, a Apple integrou modelos da OpenAI e da Anthropic ao próprio Xcode. Em segundo lugar, então, há a questão da receita. A Apple, inclusive, atualmente cobra comissão de 30% sobre transações na App Store. Por consequência, portanto, basicamente, ferramentas que permitem criar e distribuir web apps fora desse fluxo viram uma ameaça. Ou seja, na prática, é dinheiro em jogo.

Por fim, finalmente, existe a questão do volume. As submissões à App Store, aliás, saltaram 84% em um único trimestre. Isso aconteceu, sobretudo, basicamente, por causa das ferramentas de IA. Esse tsunami, portanto, pressiona o pipeline de revisão. Como resultado, então, segundo desenvolvedores ouvidos pela imprensa, atrasa aprovações até de apps tradicionais. Ou seja, na prática, todos sentem.

A inconsistência que mais incomoda quem desenvolve

O ponto que mais irrita a comunidade, então, basicamente, não é a regra em si. Na verdade, basicamente, é o tratamento desigual. Por exemplo, atualmente, a Apple permite tecnologia parecida com a do Replit em redes como Facebook e X. Nessas plataformas, aliás, mini apps e experiências dinâmicas convivem sem grandes atritos. Contudo, no entanto, a mesma flexibilidade não chega às startups de vibe coding. Ou seja, na prática, dois pesos.

Além disso, inclusive, vale destacar um ponto crítico para quem está construindo. Aliás, atualmente, a Apple não baniu apps já publicados. Porém, se a ferramenta usada não consegue mais empurrar updates, o produto fica congelado no tempo. Ou seja, basicamente, com bugs e tudo. Para devs indie e times enxutos, portanto, esse cenário é particularmente cruel. Afinal, na prática, muitos escolheram vibe coding por não terem braço para um time de engenharia.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, então, entrou no debate em tom afiado. Em mensagem na rede X, aliás, ele afirmou que a Apple precisa parar imediatamente. Ou seja, basicamente, parar de bloquear apps de ferramentas de desenvolvimento. Segundo ele, inclusive, os princípios fundadores da empresa eram outros. Naquele tempo, aliás, basicamente, usar e criar software eram tratados como atividades igualmente legítimas. Afinal, na prática, era a filosofia original.

O que devs e startups podem fazer agora

Se você está construindo com vibe coding e mira o iOS, então, alguns caminhos práticos já se desenham. A seguir, portanto, as alternativas mais discutidas no setor:

  1. Mover o preview para fora do app: por exemplo, basicamente, abrir o conteúdo gerado em navegador externo. Ou seja, em vez de webview interna.
  2. Remover a geração de apps para plataformas Apple: aliás, foi a saída sugerida no caso da Vibecode.
  3. Apostar em desktop e iMessage: a Anything, por exemplo, lançou um companion para desktop. Além disso, inclusive, criou uma feature dentro do iMessage para contornar a restrição.
  4. Olhar para o Android: Amin, inclusive, já admitiu publicamente que pode redirecionar esforços. Afinal, na prática, o sistema do Google é considerado mais aberto.

Vale lembrar, ainda, que outros players grandes nem entraram na briga. O Cursor, por exemplo, ainda nem lançou app nativo para iPhone. Provavelmente, então, basicamente, observam o desfecho dessa queda de braço antes de mover. Afinal, na prática, é estratégia.

Para onde isso aponta

A tensão entre Apple e vibe coding, no fundo, basicamente, é um sintoma. Por um lado, basicamente, modelos de linguagem mudaram radicalmente a forma de produzir software. Ou seja, comprimiram em segundos o que antes levava semanas. Por outro lado, contudo, as plataformas de distribuição operam com regras antigas. Aliás, regras escritas em outra década. Naquela época, inclusive, atualmente parece distante, código gerado por IA era ficção científica.

A Apple, então, basicamente, tem razão ao se preocupar com riscos reais. Por exemplo, basicamente, geração massiva de apps ruins ou maliciosos. No entanto, contudo, startups têm igualmente razão. Afinal, na prática, apontam inconsistência clara na aplicação das regras. Enquanto isso, atualmente, o mercado de vibe coding segue crescendo em ritmo acelerado. Como consequência, portanto, basicamente, a pressão por uma atualização das diretrizes só tende a aumentar.

Para quem desenvolve, então, a recomendação é clara. Em primeiro lugar, basicamente, acompanhe de perto cada movimento da App Store. Em segundo lugar, inclusive, diversifique plataformas desde o dia um. Por último, aliás, documente cada interação com o time de revisão. Afinal, a próxima rodada dessa disputa, certamente, promete ser ainda mais ruidosa. Em síntese, basicamente, atenção total agora.

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