Mobile

10 mai, 2013

Estratégia mobile: o problema da experiência quebrada

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Estava lá eu, colocando a leitura em dia com meu tablet no sofá, quando o MySpace me enviou um email dizendo que eu poderia importar todo o meu conteúdo antigo para a sua nova interface. Um processo meio burocrático, mas tudo bem.

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O problema foi que ao tocar no link do email, um formato de comunicação que eu poderia receber em diversos tipos de dispositivos, o site me mandou ir para um “computador”.

Pensar mobilidade digital não é apenas decidir se você precisa de um app ou de um mobile site. É indiscutível que ambos tem funções e importâncias específicas, porém o conceito “mobile” vai muito além de peças ou elementos. Muito além de plataformas ou tecnologias.

Compreender mobilidade digital é entender que o seu conteúdo ou serviço pode ser acessado em locais, momentos e contextos diferentes, e que estes fatores agem diretamente como modificadores na eficácia da comunicação que um produto ou marca estabelece com o seu público.

Dispositivos móveis são, ao meu ver, parte de um complexo grid de comunicação. Uma comunicação multi-canal onde não temos mais controle se uma pessoa inicia uma interação através de um site – e se passa pela sua página inicial -, um anúncio impresso, mídia online, link enviado por amigos no IM ou boca a boca.

Quem sabe até por todos estes meios simultaneamente.

A mobilidade digital consiste em permitir que o seu conteúdo ou serviço trafegue por diferentes canais, se adequando e adaptando de acordo com o seu contexto. E quando esta comunicação funciona com fluidez é percebida como algo mágico.

O resultado disso é a qualidade da sua experiência. Para o bem, ou para o mal.

Por isso pensar mobilidade é planejar meticulosamente, e de maneira não linear, como cada um dos elementos do seu grid de comunicação dialogam, e principalmente como a mobilidade digital impacta a comunicação que você já tem hoje. Só para se ter uma idéia, segundo a SocialBakers 66% das publicações no Twitter que mencionam marcas provêm de dispositivos móveis. O quanto as marcas estão preparadas, não apenas para tirar proveito deste cenário, mas para não perder oportunidades de comunicação?

No exemplo acima a minha experiência foi quebrada, e naquele momento eu não pedia muito: gostaria apenas de finalizar o que iniciei sem precisar trocar de dispositivo.

Uma experiência quebrada por uma empresa que estava esquecida e tenta voltar ao jogo das redes sociais. Uma empresa que por mais cool que tente voltar a ser ainda acredita que eu não estava com um “computador” em minhas mãos.